Desenrola 2.0 se aproxima de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas
Desenrola 2.0: R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas

O programa "Desenrola 2.0", lançado na semana passada para renegociar dívidas de brasileiros com instituições financeiras, já está próximo de atingir R$ 1 bilhão em valores renegociados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (11) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Atualização sobre o Desenrola 2.0

Em declaração a jornalistas, Durigan afirmou: "Desenrola, só para fazer uma atualização para vocês. A gente, em poucos dias, já tem perto de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas de 200 mil pedidos. Desses 200 mil, 100 mil praticamente fechados e em volume crescente. Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas, o que é muito importante".

Renegociação do Fies

De acordo com o ministro, a renegociação relativa ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que concederá desconto de dezenas de bilhões de reais a estudantes com dívida vencida há mais de um ano, deve estar "totalmente operativa" nesta semana.

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Estímulo para adimplentes

Durigan também destacou que o governo planeja, em um segundo momento, oferecer estímulos para os adimplentes. "A gente não vai deixar de fazer também um estímulo para os adimplentes. Isso vai ser feito num segundo momento, daqui a alguns dias. Para que a gente primeiro faça a comunicação para quem está inadimplente, que é uma situação muito diferente, para que depois a gente também honre e dê um estímulo, uma espécie de prêmio também, um merecimento para quem ficou adimplente", concluiu.

Detalhes do Desenrola 2.0

Lançado na semana passada, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários-mínimos (equivalente a R$ 8.105). Serão feitos novos empréstimos pelos bancos para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Condições da renegociação

  • Descontos entre 30% e 90%
  • Taxa de juros máxima de 1,99% ao mês
  • Prazo de até 48 meses
  • Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela
  • Limite da nova dívida (após descontos) de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira

Além disso, será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar parcial ou integralmente as dívidas.

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