CNI, SENAI e SESI firmam parceria com montadora alemã para capacitar indústrias do Pará
Acordo com montadora alemã capacita indústrias paraenses

Parceria internacional fortalece capacitação industrial no estado do Pará

Em um movimento estratégico para o desenvolvimento industrial brasileiro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) formalizaram nesta quarta-feira (22) um acordo de cooperação com uma renomada montadora de automóveis alemã.

A cerimônia de assinatura ocorreu na fábrica da empresa em Wolfsburg, durante missão empresarial brasileira na Alemanha, reunindo lideranças nacionais do setor industrial.

Foco em transformação tecnológica e capacitação profissional

O presidente da CNI, Ricardo Alban, e o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Júnior, lideraram a formalização do pacto que tem como objetivo principal a capacitação profissional alinhada às mais recentes transformações industriais.

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"Essa parceria é fundamental para a formação de profissionais e para novos projetos da Volkswagen Brasil", declarou Ricardo Alban durante o evento. "Vamos fazer de tudo para corresponder às expectativas e ampliar essa relação de mais de 50 anos do SENAI com a multinacional", completou o dirigente.

O acordo concentra-se especialmente em áreas de ponta como:

  • Automação industrial avançada
  • Aplicações de inteligência artificial
  • Processos produtivos sustentáveis
  • Transferência de conhecimento tecnológico

Oportunidades concretas para o desenvolvimento do Pará

A comitiva brasileira incluiu o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, que participa simultaneamente da Hannover Messe 2026, considerada a maior feira de inovação industrial do mundo.

"Ficaram muito nítidas as oportunidades decorrentes dessa aproximação entre o Pará e o mercado alemão", afirmou Carvalho. "Estamos diante de uma indústria referência em automação, inteligência artificial, produtividade e sustentabilidade. Isso pode representar um grande avanço para o parque fabril paraense".

O dirigente destacou ainda o potencial de crescimento em múltiplas frentes:

  1. Agregação de valor local na agroindústria
  2. Fortalecimento de cadeias produtivas regionais
  3. Geração de empregos qualificados
  4. Estruturação do processo fabril paraense

"Muitas indústrias paraenses já são importadoras de equipamentos, e o polo metalmecânico alemão pode contribuir diretamente para estruturar nosso processo fabril", completou Carvalho, enfatizando a importância da troca de conhecimento e transferência de tecnologia.

Experiência prática e networking internacional

Um grupo de empresárias paraenses participa da ação com apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEPA, visitando instalações industriais alemãs e observando aplicações práticas de tecnologia avançada.

Cassandra Lobato, gerente do CIN, relatou a experiência: "Enquanto no Brasil ainda se discute muito, na Alemanha já se tem muita aplicação prática desses conceitos", referindo-se à integração harmoniosa entre robôs e humanos em linhas de produção.

Daniela Cury, empresária do ramo de biocosméticos, destacou o networking estabelecido com empresas alemãs e uma reunião promissora com instituição de pesquisa interessada em ingredientes amazônicos.

"O mercado alemão está bem interessado e aberto ao produto brasileiro, com compreensão da Amazônia como fonte de produtos sustentáveis", afirmou a empresária, demonstrando o potencial de internacionalização de produtos paraenses.

Missão estratégica com objetivos claros

A missão empresarial brasileira na Alemanha, organizada pela CNI e Apex-Brasil, reúne 270 lideranças nacionais e segue até sexta-feira (24) com foco específico em três pilares:

  • Estabelecimento de parcerias tecnológicas
  • Atração de investimentos estrangeiros
  • Internacionalização da indústria paraense

Este acordo representa um marco nas relações industriais entre Brasil e Alemanha, fortalecendo uma parceria que já dura mais de cinco décadas e abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento tecnológico e industrial do estado do Pará.

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