Estudo revela: 65% dos brasileiros desejam IA como orientadora financeira, mas sem controle total
65% dos brasileiros querem IA como orientadora financeira, diz estudo

Estudo revela: 65% dos brasileiros desejam IA como orientadora financeira, mas sem controle total

Um levantamento realizado pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca apontou que 65% dos brasileiros esperam que a inteligência artificial funcione como orientadora de suas finanças, sem, no entanto, assumir o controle das decisões financeiras. A pesquisa, que aplicou questionários estruturados de caráter quantitativo com 5.000 pessoas em 15 estados brasileiros durante o ano de 2025, revela uma tendência crescente na relação entre tecnologia e gestão financeira pessoal.

Preferências e limites no uso da IA para finanças

Os resultados indicam que mais de um terço das pessoas já preferem usar inteligência artificial para receber recomendações personalizadas sobre suas finanças. Contudo, apenas 14% dos entrevistados aceitariam que a tecnologia tomasse decisões financeiras por eles, demonstrando um claro limite na confiança depositada nas máquinas.

Entre os aspectos que fariam as pessoas confiarem no uso de uma solução de IA para finanças, os pilares mais importantes são:

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  • Ter uma linguagem simples (40% dos respondentes)
  • Conhecer as regras que regem a IA (39% dos respondentes)

Mudança cultural na relação com serviços financeiros

Segundo as entidades responsáveis pela pesquisa, os resultados apontam para uma tendência cada vez mais forte em que o banco deixa de ser visto apenas como espaço meramente transacional e passa a ser percebido como aliado estratégico na organização e no planejamento financeiro.

"Do ponto de vista antropológico, essa expectativa revela uma mudança cultural importante", explicou Marina Roale, head de Insights do Grupo Consumoteca. "A tecnologia deixa de ser apenas um meio de transação e passa a ocupar também um papel educativo, ajudando as pessoas a compreender e planejar sua vida financeira de forma mais consciente."

Roale acrescentou que o brasileiro está aprendendo a lidar com o dinheiro e, agora, espera que os serviços financeiros também aprendam a lidar com ele. "Isso significa atuar como aliados reais, capazes de reduzir a ansiedade em torno das finanças e apoiar a construção de um futuro mais próspero", completou.

IA como 'copiloto' financeiro

Para o diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, Carlos Eduardo Mazzei, a percepção do banco é que o brasileiro deseja a inteligência artificial como um 'copiloto', sendo uma forma relevante de suporte para reduzir a ansiedade em torno do dinheiro e para conquistar mais autonomia financeira.

O estudo buscou mapear percepções, hábitos e comportamentos financeiros de diferentes gerações, com margem de erro de aproximadamente 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A amostra seria representativa da população brasileira com 18 anos ou mais, oferecendo um retrato significativo das expectativas nacionais em relação à tecnologia aplicada às finanças.

Esta pesquisa destaca como a inteligência artificial está gradualmente transformando não apenas os mecanismos bancários, mas também a maneira como os brasileiros concebem e gerenciam seus recursos financeiros, sempre com um olhar atento à necessidade de controle humano sobre as decisões mais importantes.

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