Varejo brasileiro registra crescimento modesto em fevereiro, mas atinge pico histórico
O setor varejista do Brasil apresentou um crescimento de 0,6% nas vendas em fevereiro de 2026, comparado ao mês anterior, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 15 de abril. Esse resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam um aumento de 1%, mas, mesmo assim, o indicador renovou o recorde da série histórica, iniciada no ano 2000.
Desempenho puxado por livros e jornais
O resultado positivo do mês foi impulsionado principalmente pela venda de livros e jornais, com a categoria de Livros, jornais, revistas e papelaria registrando um crescimento expressivo de 2,4%. Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, destacou que o setor vem mostrando recuperação, com apenas um resultado negativo nos últimos seis meses, ocorrido em dezembro do ano anterior.
Análise das categorias do varejo
Das oito categorias investigadas pelo IBGE, quatro apresentaram crescimento em fevereiro:
- Livros, jornais, revistas e papelaria: 2,4%
- Combustíveis e lubrificantes: 1,7%
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%
Por outro lado, as quedas foram observadas em:
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2,7%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -0,6%
- Tecidos, vestuário e calçados: -0,3%
- Móveis e eletrodomésticos: -0,1%
Comércio varejista ampliado também atinge recorde
Na comparação mês a mês, o comércio varejista ampliado, que inclui setores como veículos e material de construção, apresentou uma alta geral de 1,0%. Destaque para as categorias de Veículos e motos, partes e peças, com crescimento de 1,6%, e Material de construção, com 0,5%. Com isso, esse segmento também alcançou o maior nível da série histórica.
Santos explicou que o desempenho positivo em 2026 foi alavancado pela volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos, como hiper e supermercados, que têm um peso significativo no indicador geral. O índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,2% no trimestre encerrado em fevereiro, refletindo uma tendência de estabilidade após resultados positivos no fim do ano passado.



