Os valores pagos por programas sociais no Brasil estagnaram em 2025, mas ainda são 71% superiores aos níveis pré-pandemia, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE. Beneficiários de auxílios como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas) receberam, em média, R$ 870 mensais no ano passado.
O montante representa uma ligeira queda em relação a 2024, quando a média foi de R$ 875 mensais. A participação dos programas na renda total dos domicílios brasileiros também recuou: de 3,8% em 2024 para 3,5% em 2025. Os valores já estão corrigidos pela inflação.
Apesar da estagnação recente, os pagamentos atuais são substancialmente maiores do que em 2019, último ano antes da pandemia de covid-19. Naquele ano, os programas de transferência de renda pagavam, em média, R$ 508 por beneficiário – um aumento real de 71% desde então. A participação desses benefícios na renda total também era menor, de 1,5% em 2019, metade da proporção atual.
Os dados do IBGE consideram a soma de todas as transferências recebidas pelos titulares de programas sociais federais, estaduais ou municipais. O Bolsa Família e o BPC são os maiores programas do país.



