Mercados globais em baixa: guerra no Oriente Médio e volatilidade do petróleo impactam negócios
Mercados caem com piora da guerra no Oriente Médio e petróleo

Mercados globais em baixa com piora da guerra no Oriente Médio

Nesta quinta-feira, os futuros americanos e o ETF do Ibovespa amanhecem em baixa, refletindo a tensão crescente no cenário internacional. A guerra no Oriente Médio continua a ser o principal fator de preocupação para os investidores, que veem a volatilidade do petróleo e os desdobramentos geopolíticos impactarem diretamente as bolsas de valores ao redor do mundo.

Wall Street tenta desviar o foco, mas guerra persiste

Wall Street tenta se distrair de assuntos ligados ao conflito no Oriente Médio, mas mesmo notícias que poderiam ser positivas se convertem em sinais negativos no atual cenário. A Alphabet, dona do Google, anunciou que seus pesquisadores desenvolveram uma tecnologia de compressão que reduz a necessidade de chips de processamento e armazenamento para serviços de inteligência artificial.

De um lado, a tecnologia deve tornar a IA mais barata, mas isso potencialmente reduz a demanda por processadores, afetando as ações de empresas infladas pela escassez de componentes. Nesse contexto, os papéis da Micron caem mais de 2% no pré-mercado em Nova York, enquanto a Alphabet também recua.

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Custos da IA ainda superam receita das big techs

Os custos da inteligência artificial ainda são maiores do que a capacidade das grandes empresas de tecnologia em gerar receita com ela. Num exemplo desse descompasso, na noite de quarta-feira a OpenAI anunciou o fim da Sora, a IA para geração de vídeos, demonstrando os desafios financeiros que o setor enfrenta.

Nesta quinta, os futuros americanos amanhecem em baixa, após a euforia da véspera causada pela expectativa de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O petróleo volta a subir com força e é negociado na faixa de US$ 106 por barril, isso após ter ficado abaixo dos US$ 100 na véspera.

Negociações entre EUA e Irã geram incertezas

Depois de o Irã desmentir negociações com os EUA, há indicativos de que haja espaço para conversas, mas não o suficiente para que investidores globais mantenham suas apostas positivas, especialmente ante novas ameaças dos Estados Unidos. O EWZ, que representa o mercado brasileiro, segue a tendência negativa e recua quase 1% no pré-mercado.

Agenda econômica brasileira em foco

Na agenda do dia, os destaques são o IPCA-15 e a entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o relatório de política monetária. Nos dois casos, investidores têm um interesse único: avaliar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a inflação brasileira.

Principais índices em queda

  • Futuros S&P 500: -0,63%
  • Futuros Nasdaq: -0,52%
  • Futuros Dow Jones: -0,67%
  • Índice europeu (Euro Stoxx 50): -1,32%
  • Londres (FTSE 100): -1,10%
  • Frankfurt (Dax): -1,39%
  • Paris (CAC): -0,84%
  • Brent: 3,79%, a US$ 106,09 o barril
  • Minério de ferro: 2,15%, a US$ 107,45 por tonelada

Fechamento negativo na Ásia

  • Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -1,32%
  • Hong Kong (Hang Seng): -1,89%
  • Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,27%

O cenário global mostra que os mercados financeiros continuam sensíveis aos desenvolvimentos geopolíticos, com a guerra no Oriente Médio servindo como catalisador para movimentos de risco e volatilidade em diversas classes de ativos.

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