O índice de inadimplência de aluguel no Brasil apresentou uma queda significativa em março, alcançando 3,21%, o menor patamar dos últimos 11 meses. O resultado representa uma redução em relação aos 3,35% registrados em fevereiro, conforme dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), elaborado pela Superlógica.
Imóveis residenciais de menor valor lideram os atrasos
Entre os imóveis residenciais, aqueles com aluguel de até R$ 1.000 continuam apresentando os maiores índices de inadimplência, com 5,98%. Por outro lado, as unidades com valores entre R$ 3.000 e R$ 5.000 registraram a menor taxa, de apenas 1,89%. Essa disparidade evidencia as dificuldades enfrentadas pelas famílias de menor renda para manter os pagamentos em dia.
Inadimplência em imóveis comerciais também recua
No segmento comercial, a faixa de aluguel de até R$ 1.000 ainda lidera os atrasos, com 7,41%, embora tenha apresentado queda em relação ao mês anterior. Os dados indicam que, apesar da melhora geral, os pequenos negócios continuam enfrentando desafios financeiros.
Nordeste tem a maior taxa regional
Regionalmente, o Nordeste manteve a maior taxa de inadimplência, com 4,77%, seguido pelo Norte, com 4,29%. O Centro-Oeste registrou 3,17%, o Sudeste 3,14% e o Sul 2,77%, que permanece com o menor índice do país. As diferenças regionais refletem as condições econômicas e sociais distintas de cada localidade.
A pesquisa da Superlógica, que acompanha mensalmente o comportamento dos pagamentos de aluguel, aponta para uma tendência de melhora gradual, embora ainda haja desafios significativos, especialmente para as faixas de renda mais baixas.



