O ministro dos Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, anunciou nesta quarta-feira (11) uma redução significativa no custo das viagens aéreas no Brasil. De acordo com os dados apresentados, a tarifa média das passagens aéreas registrou uma queda de 11,7% no período compreendido entre 2022 e 2025.
Recuperação e crescimento do setor aéreo
Os números divulgados pela pasta ministerial, em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostram uma recuperação vigorosa do setor. Em 2025, cerca de 130 milhões de passageiros foram transportados em voos domésticos e internacionais. Esse volume representa um crescimento expressivo de 20% em comparação com o período anterior à pandemia, em 2019.
O segmento internacional apresentou um desempenho particularmente forte, com uma movimentação de 28,5 milhões de viajantes. Esse número indica um aumento de 13,7% frente ao ano de 2024, sinalizando a retomada das conexões com o exterior.
Investimentos e leilões em destaque
Durante a apresentação dos resultados do setor portuário, aeroportuário e hidroviário de 2025, o ministro traçou o panorama dos próximos investimentos. Um dos grandes eventos previstos é o leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, marcado para março de 2026.
No campo da aviação, uma expectativa positiva gira em torno da fabricante nacional Embraer. Sílvio Costa Filho estima que, até o final deste ano, a Embraer será responsável por 25% da frota aérea do país. Essa projeção é fortalecida pela aquisição de até 74 aeronaves da Embraer pela companhia aérea Latam.
Portos e hidrovias também em pauta
O relatório não se limitou ao transporte aéreo. Na infraestrutura hidroviária, o governo federal calcula que os investimentos superaram a marca de R$ 529 milhões em 2025.
Já no complexo portuário, Costa Filho destacou o andamento do megaterminal de contêineres do Porto de Santos, considerado o maior empreendimento de logística da década. O edital do terminal deve ser publicado até o fim de abril de 2026. O ministro revelou que há cerca de 12 grupos interessados na licitação, com a seguinte composição:
- Dois grupos são de origem brasileira.
- O restante do interesse é de grupos árabes, chineses, filipinos e fundos de investimentos internacionais.
Os dados consolidados apresentados pelo Ministério pintam um cenário de retomada consistente, com preços mais acessíveis ao consumidor e perspectivas robustas de investimentos em infraestrutura crítica para o desenvolvimento logístico do país.