Saída dos Emirados Árabes da Opep abala cartel e pode gerar efeito dominó
Saída dos Emirados da Opep abala cartel e gera efeito dominó

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a saída dos Emirados Árabes Unidos (EAU) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) durante coletiva na Casa Branca na quarta-feira (29). A informação foi divulgada pela agência Reuters. Os Emirados anunciaram na terça-feira que deixarão a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio.

Motivações da saída

A decisão ocorre após os EAU, importante centro de negócios e aliado dos EUA, criticarem outros países árabes por não os defenderem adequadamente contra ataques do Irã. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados, afirmou no Fórum de Influenciadores do Golfo que esperava uma postura mais forte do Conselho de Cooperação do Golfo, mas ficou surpreso com a fraqueza política e militar demonstrada.

O que são Opep e Opep+?

A Opep, criada em 1960, controla a oferta de petróleo para influenciar preços, com 12 membros, principalmente do Oriente Médio e África. Já a Opep+, formada em 2016, inclui esses países e mais 11 produtores aliados, que se reúnem para decidir sobre a produção global.

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Reação de Trump

Trump considera a saída uma vitória, pois já acusou a Opep de elevar artificialmente os preços. Ele também relacionou o apoio militar dos EUA ao Golfo aos preços do petróleo, afirmando que os países da Opep se aproveitam da proteção americana para impor preços altos.

Impactos da crise energética

A saída inesperada dos Emirados, membro da Opep desde 1967, ocorre em meio a uma crise energética global provocada pelo conflito com o Irã. A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer a unidade do grupo, que já enfrentava dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, devido a ameaças e ataques iranianos a navios.

Analistas apontam que a saída dos EAU pode desencadear um efeito dominó, com outros membros insatisfeitos reconsiderando sua permanência no cartel. A medida também pode beneficiar os EUA, que buscam reduzir a influência da Opep no mercado global de energia.

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