Impasse no Oriente Médio faz petróleo disparar e ameaça recessão global
Petróleo dispara com impasse EUA-Irã e ameaça recessão

Impasse no Oriente Médio causa nova alta do petróleo

O preço do petróleo voltou a disparar nesta quinta-feira (30) nos mercados internacionais, impulsionado pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pelo temor de que o presidente Donald Trump possa retomar os bombardeios na região. O barril do tipo Brent chegou a ser negociado a US$ 126, nível que, se mantido por semanas, pode levar a economia mundial a uma recessão, segundo economistas consultados pelo Wall Street Journal. No fechamento do dia, o barril recuou para US$ 114.

Nos Estados Unidos, o reflexo já é sentido nos postos de combustíveis. O preço médio do galão de gasolina atingiu o maior valor em quatro anos, equivalente a R$ 5,70 por litro. O governo americano estuda aumentar a produção doméstica de petróleo, mas o efeito sobre os preços depende principalmente da reabertura do Estreito de Ormuz, vital para o fluxo global do produto.

Sinalizações de bombardeios assustam mercado

De acordo com o site Axios, uma das opções apresentadas a Trump para destravar as negociações seria uma nova onda curta e poderosa de bombardeios, o que na prática interromperia o cessar-fogo vigente. Do lado iraniano, o líder supremo Mojtaba Khamenei divulgou comunicado desafiando os pontos considerados inegociáveis pelos EUA: o Irã aplicará novas regras de gestão no Estreito de Ormuz e não abrirá mão do urânio enriquecido nem do programa de mísseis, classificados como patrimônio nacional.

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Da Casa Branca, Trump respondeu que o importante é que não haverá arma nuclear nas mãos do Irã. Sobre os preços do petróleo, afirmou: 'Assim que a guerra terminar, eles vão despencar'. E reiterou que os iranianos querem desesperadamente um acordo.

Trump ataca aliados europeus

O presidente americano voltou a criticar os aliados europeus, principalmente o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que disse que os EUA estão sendo humilhados pelos iranianos. Trump classificou o trabalho de Merz como 'terrível' e ameaçou retirar tropas americanas da Alemanha, Itália e Espanha.

Enquanto isso, o secretário de Guerra Pete Hegseth foi ao Senado nesta quinta-feira (30) pedir ampliação do orçamento militar para 2027. Ele ouviu da oposição que a guerra é um 'atoleiro', um dia antes de ela completar 60 dias. Por lei, a partir desse marco, o governo precisa de autorização do Congresso para continuar o conflito. Hegseth rebateu, argumentando que o cessar-fogo declarado no dia 8 suspendeu a contagem. O prazo da economia, no entanto, é outro.

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