Desemprego no Brasil mantém estabilidade em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira, 5 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado demonstra uma estabilidade significativa em relação ao trimestre anterior, que também registrou 5,4%, e representa uma queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa era de 6,5%.
Expectativas do mercado alinhadas com os dados
O número divulgado pelo IBGE veio em linha com as projeções do mercado financeiro, que antecipavam justamente uma taxa de desocupação de 5,4%. Isso reflete um cenário econômico com certa previsibilidade, embora persistem desafios estruturais no mercado de trabalho brasileiro.
Detalhamento dos principais indicadores da pesquisa
Os dados da Pnad Contínua revelam um panorama detalhado do emprego no país. Confira os destaques:
- Taxa de desocupação: 5,4%
- Taxa de subutilização: 13,8%
- População desocupada: 5,9 milhões de pessoas
- População ocupada: 102,7 milhões de pessoas
- População fora da força de trabalho: 66,3 milhões de pessoas
- População desalentada: 2,7 milhões de pessoas
- Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
- Empregados sem carteira assinada: 13,4 milhões
- Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões
- Trabalhadores informais: 38,5 milhões
Análise da população desocupada e ocupada
A população desocupada, que totalizou 5,9 milhões de indivíduos no trimestre encerrado em janeiro, manteve-se estável em relação ao período de agosto a outubro de 2025. No entanto, na comparação anual, houve uma redução expressiva de 17,1%, o que equivale a 1,2 milhão de pessoas a menos sem trabalho. Esse declínio anual sugere uma melhora gradual nas condições de emprego, embora a magnitude ainda seja modesta.
Por outro lado, a população ocupada alcançou a marca de 102,7 milhões, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior, mas registrando um aumento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento representa a entrada de aproximadamente 1,7 milhão de pessoas no mercado de trabalho, indicando uma expansão na oferta de postos de trabalho.
Nível de ocupação e perspectivas futuras
O nível de ocupação, que mede a proporção da população em idade ativa que está empregada, ficou em 58,7%. Este índice manteve-se estável no trimestre e mostrou um avanço de 0,5 ponto percentual em comparação com o registrado um ano antes. Esse incremento, ainda que pequeno, aponta para uma tendência de recuperação no mercado laboral, mas especialistas alertam para a necessidade de políticas que combatam a informalidade e promovam empregos de qualidade.
Em resumo, os dados do IBGE reforçam um cenário de estabilidade no desemprego, com leves sinais de melhora anual, mas destacam a persistência de desafios como a alta taxa de subutilização e a significativa parcela de trabalhadores informais. A continuidade desse monitoramento será crucial para avaliar o impacto das políticas econômicas e sociais nos próximos trimestres.



