Demissão em massa na Keeta: funcionários revoltados após corte de 300 no Rio
Demissão em massa na Keeta: 300 cortes no Rio geram revolta

Demissão em massa na Keeta gera revolta entre funcionários no Rio de Janeiro

A empresa de delivery Keeta, controlada pela gigante chinesa Meituan, promoveu uma demissão em massa nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, na cidade do Rio de Janeiro. O corte abrupto afetou mais de 300 funcionários, segundo informações de fontes internas, e ocorreu logo após a empresa anunciar o adiamento indefinido do início de suas operações na capital fluminense.

Funcionários relatam tratamento desumano durante anúncio

Em vídeo obtido pela coluna Radar Econômico, ex-funcionários da Keeta descreveram ter sido tratados de maneira degradante durante o processo de demissão. Eles afirmam que a empresa os tratou como "escravos" e "lixo", levantando sérias questões sobre as práticas trabalhistas adotadas. Durante o anúncio coletivo, uma das funcionárias despedidas questionou publicamente: "Cadê a maior empresa de delivery do mundo? Cadê o dinheiro?", refletindo a frustração e a incredulidade diante da situação.

Contexto financeiro e rebaixamento de crédito da Meituan

No mesmo dia das demissões, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a nota de crédito da Meituan de A- para BBB+, com perspectiva negativa. O relatório da S&P apontou que a empresa deve reduzir o ritmo de expansão da Keeta, indicando possíveis dificuldades financeiras. Este movimento sugere que a demissão em massa pode estar diretamente ligada a uma estratégia de contenção de custos diante de pressões econômicas.

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Silêncio da empresa e impacto no mercado de trabalho

A coluna Radar Econômico entrou em contato com a Keeta para obter esclarecimentos sobre o episódio, mas não recebeu nenhuma resposta até o momento. O espaço para manifestação da empresa permanece aberto. A demissão em massa de mais de 300 funcionários em uma única cidade representa um impacto significativo no mercado de trabalho local, especialmente em um setor que prometia gerar empregos com a chegada de uma nova operadora.

Adiamento das operações e incertezas futuras

O adiamento indefinido do início das operações da Keeta no Rio de Janeiro foi o estopim para as demissões. Funcionários questionam a capacidade financeira da empresa para manter os empregos até a estreia, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do projeto no Brasil. Este episódio coloca em xeque a estratégia de expansão internacional da Meituan e pode servir como um alerta para outros mercados onde a empresa planeja atuar.

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