Acre inicia 2026 com quarto mês consecutivo de perda de empregos formais
O estado do Acre registrou uma perda líquida de 892 postos de trabalho em janeiro de 2026, marcando o quarto mês seguido em que as demissões superaram as contratações no mercado formal. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira (3), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Contratações não compensam demissões no estado
Conforme os números oficiais, o Acre teve 3.810 contratações contra 4.702 demissões no primeiro mês do ano, resultando no saldo negativo de quase nove centenas de empregos. Apesar desse desempenho, o estoque total de vínculos ativos no estado permanece em 114.928 empregos formais, com a maior parte concentrada no setor de serviços, que emprega mais de 60 mil trabalhadores.
O resultado de janeiro representa um recuo de 2,4% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram criados 3.905 empregos com carteira assinada. Essa tendência negativa se mantém desde outubro do ano passado, quando o estado interrompeu uma sequência de oito meses de saldo positivo.
Setor de serviços lidera as demissões no Acre
O setor de serviços acumulou o pior desempenho em janeiro, com 715 vagas a menos, seguido pelo comércio, que perdeu 158 postos de trabalho. Em contraste, a indústria foi o único segmento com saldo positivo, registrando um ganho líquido de 35 empregos.
A sequência de meses com saldo negativo começou em outubro de 2025, quando o Acre perdeu 172 vagas. Nos meses seguintes, as demissões continuaram superando as contratações:
- Novembro de 2025: 74 vagas formais perdidas
- Dezembro de 2025: 461 postos de trabalho a menos
- Janeiro de 2026: 892 empregos eliminados
Cenário nacional também apresenta desafios
Em nível nacional, a economia brasileira gerou 112,3 mil empregos formais em janeiro, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. No entanto, esse foi o pior resultado para meses de janeiro desde 2023, quando o país abriu 90,09 mil vagas.
O ministro Luiz Marinho expressou otimismo quanto à recuperação, afirmando que o Brasil pode empatar ou superar a geração de empregos de 2025 (1,27 milhão de vagas) se a taxa básica de juros for reduzida. Atualmente em 15% ao ano, a redução dos juros poderia estimular o crescimento econômico e a criação de novos postos de trabalho.
"Acredito que o juro vai baixar, permitindo o crescimento da economia. Não faz sentido pensar em crescimento de juros", declarou o ministro, destacando a importância de políticas que favoreçam a expansão do mercado laboral.



