Obramax projeta R$ 3,7 bi em receita e expansão para 20 lojas em 2026
Obramax projeta R$ 3,7 bi em receita e 20 lojas em 2026

Michael Reins, presidente da rede de lojas de materiais de construção Obramax, pertencente ao grupo francês Adeo, revela planos ambiciosos para 2026. A empresa espera aumentar sua receita em 42%, passando de R$ 2,6 bilhões no ano anterior para R$ 3,7 bilhões. A estratégia envolve a abertura de oito novas lojas, elevando o total da rede de doze para vinte unidades. Esse ritmo de expansão deve ser mantido nos próximos três anos.

Desafios de contratação e mercado de trabalho

Para sustentar o crescimento, a Obramax enfrenta o desafio de contratar pessoal em um cenário de pleno emprego no Brasil. A empresa planeja aumentar seu quadro de colaboradores de 2.800 para 4.000 ainda em 2026. Reins destaca que a contratação é um dos principais obstáculos, dada a escassez de mão de obra qualificada.

Cenário econômico e repasse de custos

O presidente da Obramax aponta que o varejo de construção opera com margens apertadas, agravadas por juros altos e pressões inflacionárias decorrentes de conflitos internacionais. Ele afirma que é difícil para a empresa repassar integralmente os aumentos de custos aos consumidores ou absorvê-los totalmente. Por isso, Reins sugere que a indústria deve avaliar cuidadosamente antes de elevar preços, considerando a margem reduzida do varejo.

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Visão sobre investimentos no Brasil

Reins considera que o Brasil ainda possui um enorme potencial de crescimento, mas enfrenta peculiaridades que exigem adaptação constante dos empreendedores. Ele defende que o país precisa oferecer juros mais baixos e reduzir a regulamentação para atrair mais investimentos estrangeiros. Segundo ele, realizar apenas uma reforma estrutural por ciclo de governo é insuficiente. “Investir hoje no Brasil, para nós estrangeiros, é muito bom. Se esses pontos forem ajustados, ficará melhor ainda”, conclui.

A reportagem é de Márcio Juliboni, com colaboração de Bruno Andrade e Felipe Erlich, publicada na edição VEJA Negócios nº 25, de abril de 2026.

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