O fim da escala de trabalho 6x1, que prevê um dia de descanso para cada seis trabalhados, está gerando preocupações econômicas no setor de alimentação fora do lar, especialmente em bares e restaurantes. A medida, que tramita no Congresso Nacional, tem sido alvo de análises por parte de entidades do setor, que avaliam seus possíveis impactos nos custos operacionais e nos preços finais ao consumidor.
Preocupação da Abrasel
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) manifestou preocupação com a proposta, afirmando que o fim da escala 6x1 pode gerar um aumento significativo nos preços praticados pelo setor. Segundo ele, a alteração na jornada de trabalho elevaria os custos com mão de obra, o que, inevitavelmente, seria repassado ao consumidor. A entidade representa um dos segmentos que mais empregam no Brasil, com milhões de trabalhadores em todo o país.
Impactos econômicos
A análise da Abrasel indica que o setor de alimentação fora do lar opera com margens apertadas e depende de escalas flexíveis para manter a competitividade. Com a obrigatoriedade de um descanso mais frequente, os estabelecimentos precisariam contratar mais funcionários ou pagar horas extras, elevando os custos. Isso poderia resultar em aumento de preços em itens como refeições em restaurantes, lanches e bebidas, afetando diretamente o bolso do consumidor.
Além disso, a medida pode impactar a geração de empregos no setor, uma vez que pequenos e médios estabelecimentos podem ter dificuldades para se adaptar às novas regras. A Abrasel defende que a discussão sobre a jornada de trabalho leve em conta as particularidades de cada setor, evitando soluções uniformes que possam prejudicar a economia.
Debate no Congresso
A proposta de fim da escala 6x1 está em tramitação no Congresso Nacional e tem gerado debates entre parlamentares, sindicatos e representantes do setor produtivo. Enquanto defensores da medida argumentam que ela melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, críticos apontam os riscos econômicos, especialmente em setores como o de alimentação, que depende de escalas contínuas para atender à demanda.
A Abrasel pretende acompanhar de perto as discussões e apresentar estudos que demonstrem os impactos da medida, na tentativa de buscar um equilíbrio entre os direitos trabalhistas e a sustentabilidade dos negócios. O setor aguarda os próximos passos do Legislativo para se preparar para possíveis mudanças.



