Balança comercial tem melhor dezembro desde 1989, mas superávit de 2025 é menor
Balança comercial: recorde em dezembro, mas superávit menor em 2025

A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2025 com uma notícia positiva, porém acompanhada de um dado que exige atenção. O mês de dezembro registrou o melhor desempenho para o período em mais de três décadas, mas o resultado anual ficou abaixo do observado em 2024.

Dezembro atinge marca histórica nas transações comerciais

Os dados divulgados mostram que, em dezembro de 2025, o país alcançou um recorde positivo na diferença entre o que vendeu e o que comprou do exterior. Esse foi o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989, indicando uma forte performance das exportações na reta final do ano.

Esse desempenho robusto no último mês pode ser atribuído a uma combinação de fatores, como a alta demanda internacional por commodities brasileiras e um possível calendário de embarques. O fato é que o saldo comercial de dezembro trouxe um fôlego importante para as contas externas do país.

Superávit anual de 2025 fica abaixo do ano anterior

Apesar do excelente desempenho em dezembro, a análise do ano completo revela um cenário diferente. O superávit comercial de 2025 – que é a vantagem das exportações sobre as importações ao longo de todo o ano – foi 7,9% menor do que o registrado em 2024.

Isso significa que, mesmo com um final de ano forte, o saldo acumulado nos doze meses não conseguiu superar o do ano anterior. A redução de quase 8% no superávit anual aponta para uma dinâmica em que o crescimento das importações pode ter se equiparado ou até superado o das exportações em alguns períodos, pressionando o resultado final.

Contexto econômico e perspectivas

O resultado da balança comercial é um dos principais termômetros da saúde econômica de um país. Um superávit consistente ajuda a fortalecer a moeda nacional e melhora a confiança dos investidores. O recorde de dezembro é um sinal de vitalidade do setor exportador brasileiro.

Contudo, a queda no superávit anual em relação a 4 serve como um alerta. Especialistas devem analisar se essa contração é resultado de um aumento saudável nas importações de bens de capital e insumos, que indicam investimento, ou se reflete outros fatores, como a valorização do câmbio ou oscilações nos preços das commodities no mercado internacional.

Os próximos meses serão cruciais para entender se a tendência de dezembro se sustentará e se reverterá a leve queda anual, ou se o país seguirá com um desempenho comercial positivo, porém em um patamar um pouco mais moderado do que no ano anterior.