O Porto de Santarém, no oeste do Pará, será o próximo alvo da ação conjunta entre a Companhia Docas do Pará (CDP) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para intensificar a fiscalização portuária. A iniciativa prevê a implantação de um novo manual voltado à padronização de procedimentos e ao aumento da eficiência nas operações, em um momento de crescimento da movimentação de cargas e maior protagonismo logístico na região Norte do país.
Papel estratégico de Santarém
Localizado em um dos principais corredores de escoamento de grãos da Amazônia, Santarém desempenha um papel estratégico na logística nacional, especialmente na integração entre os modais hidroviário e rodoviário. O aumento no fluxo de embarcações e cargas nos últimos anos elevou a necessidade de controle mais rigoroso, fiscalização técnica e organização das atividades dentro do porto.
Nesse contexto, o Manual de Fiscalização Portuária Conjunta surge como uma ferramenta essencial para uniformizar a atuação dos agentes, reduzir falhas operacionais e garantir mais segurança nas operações. A proposta também visa diminuir o número de infrações e otimizar o tempo de resposta na rotina portuária.
Experiência anterior e expectativas
A ação já passou por estruturas importantes, como os portos de Belém e Vila do Conde, em Barcarena, este último considerado um dos maiores polos portuários do estado. Agora, ao chegar a Santarém, a expectativa é fortalecer ainda mais a fiscalização em uma região que vem ganhando destaque no cenário logístico nacional.
Com 40 anos de atuação na CDP, o operador portuário Manoel Maurandir destacou o impacto direto da iniciativa no dia a dia dos trabalhadores. “Esse sistema vai dar mais subsídio para orientar os operadores portuários, ajudando na adequação às instalações”, afirmou. Ele também ressaltou que a comunicação com os usuários é fundamental para evitar penalidades e garantir um ambiente de cooperação.
Pela ANTAQ, o gerente regional em Belém, Cleydson Silva, explicou que o manual representa um avanço na integração entre regulação e operação. Segundo ele, a expectativa é reduzir inconformidades, aumentar a eficiência e garantir mais segurança. “A presença da agência reguladora reforça a busca por um serviço mais adequado e seguro, além de reduzir tempos ociosos”, destacou.
Já o gerente de Relações Comerciais e Gestão de Contratos da CDP, Renan Maia, enfatizou que o documento reúne as principais irregularidades identificadas nas operações e orienta sobre a aplicação das normas. “Isso contribui diretamente para a melhoria da qualidade dos serviços e para o aumento da eficiência operacional”, pontuou.
Mudança de postura na gestão portuária
A iniciativa reforça uma mudança de postura na gestão portuária, priorizando não apenas a fiscalização punitiva, mas também a orientação e a prevenção de irregularidades. Esse movimento é considerado essencial diante da crescente demanda logística em Santarém e em toda a região do Baixo Amazonas.



