O estado do Acre consolidou um rebanho bovino superior a 5,1 milhões de animais em 2025, conforme dados oficiais divulgados pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf). A informação é resultado da 9ª Campanha de Declaração de Rebanhos, realizada entre os dias 1º de outubro e 31 de dezembro do ano passado.
Distribuição regional e perfil do rebanho
O levantamento aponta um total de 5.177.787 bovinos declarados em todo o território acreano. A distribuição geográfica revela uma forte concentração na região do Baixo Acre, que responde por mais da metade de todos os animais. Nessa área, foram contabilizados 2.633.482 bovinos, o que equivale a exatos 51% do rebanho estadual.
Em segundo lugar aparece a regional do Alto Acre, com 988.450 animais declarados, representando aproximadamente 19% do total. A análise do plantel por sexo indica uma base produtiva orientada para a expansão e renovação. Do total declarado, 63,2% são fêmeas e 36,8% são machos, um perfil típico de propriedades focadas na reprodução e na manutenção do efetivo.
Alta adesão dos produtores e outros animais declarados
A campanha obteve uma adesão significativa dos pecuaristas. No total, 24.135 propriedades rurais prestaram informações sobre seus rebanhos. Esse número representa 87,5% das propriedades aptas a declarar no estado, um índice considerado elevado pelas autoridades sanitárias e que fortalece o monitoramento da atividade pecuária.
Além dos bovinos, a declaração trouxe um panorama completo das outras criações no Acre. Foram registrados os seguintes efetivos:
- 1.772.840 aves de produção
- 123.734 suínos
- 73.427 ovinos
- 8.777 caprinos
- 5.882 bubalinos
O setor eqüide também foi mapeado, com 85.136 equinos, além de 1.973 asininos (jumentos) e 14.356 muares (mulas e burros).
Importância dos dados para a defesa sanitária
As informações coletadas na campanha vão muito além de um simples censo. Elas são ferramentas fundamentais para o planejamento de ações de vigilância, prevenção e controle de doenças animais. Com um retrato fiel do rebanho, o Idaf e outros órgãos conseguem identificar riscos sanitários com mais precisão, orientar as fiscalizações de campo de forma mais eficiente e acompanhar a evolução do setor agropecuário acreano ao longo do tempo.
O alto percentual de propriedades que participaram da declaração é um indicativo positivo do engajamento dos produtores com a sanidade animal, um fator crucial para a sustentabilidade e a competitividade da pecuária no estado.