Governo de São Paulo mantém restrição hídrica noturna na região metropolitana
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP) confirmou a continuidade da medida de redução da pressão de água durante as noites e madrugadas na Grande São Paulo. A restrição, que ocorre diariamente das 19h às 5h, totalizando dez horas, permanece em vigor apesar das expectativas de flexibilização.
Insegurança hídrica persiste mesmo com chuvas recentes
Embora os últimos períodos chuvosos tenham elevado os níveis dos reservatórios, a situação ainda é considerada crítica. A avaliação técnica da ARSESP aponta que os índices atuais não são suficientes para garantir um abastecimento confortável diante da aproximação da estação seca.
O Sistema Cantareira, responsável pelo fornecimento de água para aproximadamente 9 milhões de pessoas na região metropolitana, opera atualmente com cerca de 44% de sua capacidade. Este desempenho, embora superior aos 20% registrados em crises anteriores, continua abaixo do esperado para esta época do ano.
Reservatórios em níveis preocupantes
Em Piracaia, no interior paulista, a represa Jaguari-Jacareí – a maior do Sistema Cantareira – apresenta um nível significativamente inferior ao verificado há cerca de três anos. Naquele período, a água praticamente cobria uma pilastra no local, enquanto atualmente todas as represas do sistema estão com volumes considerados baixos.
"Apesar de termos registrado 14 dias consecutivos de melhora nos níveis dos reservatórios, conforme exigiam as regras anteriores para possível flexibilização, o cenário ainda é de insegurança hídrica", explicou representante da ARSESP.
Impactos na população e economia alcançada
Na capital paulista, todos os bairros são afetados pela redução de pressão noturna, com impactos mais intensos em áreas mais elevadas. A medida já resultou na economia de mais de 100 bilhões de litros de água desde sua implementação.
As autoridades mantêm a orientação para que a população continue adotando práticas de economia de água, especialmente com a previsão de poucas chuvas nos próximos meses. A estação seca, que se aproxima, representa um desafio adicional para a gestão dos recursos hídricos na região mais populosa do país.



