MP da Paraíba investiga decreto de emergência hídrica em Curral de Cima
MP investiga emergência hídrica em Curral de Cima

MP da Paraíba instaura inquérito para apurar decreto de emergência em Curral de Cima

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) deu início a uma investigação civil para verificar uma possível irregularidade na decretação de estado de emergência pela Prefeitura de Curral de Cima. A apuração foi instaurada em fevereiro, após o recebimento de uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do MP.

Decreto municipal baseado em suposta crise hídrica

O decreto da gestão municipal foi publicado em 9 de janeiro de 2025 e estabeleceu uma situação emergencial por 180 dias, fundamentada em uma alegada crise hídrica. No entanto, o Ministério Público questiona a necessidade dessa medida, apresentando dados que contradizem a justificativa.

Segundo informações da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, Curral de Cima registrou 947,1 milímetros de chuva em 2024, enquanto em 2023 o volume foi de 347,1 milímetros. Esse aumento de 172,86% de um ano para o outro indica, para o MP, uma situação de segurança hídrica no município.

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Contratações para festejos juninos durante emergência

Outro ponto levantado pela investigação são as contratações realizadas pela prefeitura mesmo com o decreto de emergência em vigor. De acordo com publicações em diários oficiais, os contratos para os festejos juninos de 2025 somam R$ 1.101.750,00.

Na portaria que instaurou o inquérito, o promotor Rafael Garcia Teixeira destaca que a apuração deve verificar se existia, de fato, uma crise hídrica que justificasse a medida excepcional. Além disso, será analisada a possível contradição entre a declaração de emergência e os gastos realizados no período.

O g1 tentou contato com a prefeitura de Curral de Cima para obter esclarecimentos, mas não obteve resposta até o momento. A investigação do Ministério Público segue em andamento para apurar todas as circunstâncias envolvendo o decreto municipal.

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