Interventor de Turilândia realiza primeira reforma administrativa com exoneração de secretários
O defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo, atuando como interventor estadual no município de Turilândia, no Maranhão, decretou a exoneração de três secretários municipais e dois secretários adjuntos no início desta semana. Esta medida representa a primeira reforma administrativa significativa desde que ele assumiu o comando do Executivo local, marcando um momento de transição na gestão pública da cidade.
Detalhes das exonerações e nomeações
De acordo com publicação oficial no Diário Oficial do município, os próprios secretários solicitaram o desligamento da atual gestão. É importante destacar que pelo menos dois dos exonerados integravam a equipe do prefeito afastado Paulo Curió, que está preso sob suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção, e haviam sido mantidos em seus cargos até então. Os secretários que deixaram a Prefeitura são:
- Cristina Oeiras Modesto, da Secretaria de Saúde e Saneamento
- Isaque Ribeiro Aniba, da Secretaria de Administração e Finanças
- José Ribamar Nogueira Filho, da Secretaria de Infraestrutura
Além disso, foram exonerados os adjuntos Jadson Rayha dos Santos Sampaio, da Administração e Finanças, e Narly Carvalho Costa, da Saúde e Saneamento. Em contrapartida, o interventor nomeou Zaione Parma de Albuquerque para o cargo de secretário de Administração e Finanças, reforçando a nova direção administrativa.
Contexto da intervenção e operação policial
As mudanças foram formalizadas no Diário Oficial do município, que segue sob intervenção por determinação da Justiça, um cenário que reflete a instabilidade política e legal na região. Para entender melhor o caso, em dezembro de 2025, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), deflagrou a Operação Tântalo II.
Esta operação resultou no cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão em diferentes municípios do estado, com a apreensão de cerca de R$ 500 mil em dinheiro. Segundo as investigações do Gaeco, há indícios de crimes graves, incluindo organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito José Paulo Dantas Filho, conhecido como Paulo Curió, que, junto com a vice-prefeita Tânya Mendes e vereadores, foi alvo da operação. O Ministério Público continua a buscar a condenação dos envolvidos, enquanto a intervenção em Turilândia busca restaurar a normalidade e a transparência na administração pública.



