Superintendente da RBTrans é exonerado após quase dois anos no cargo
O superintendente de Trânsito de Rio Branco, Clendes Vilas Boas, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (11), após um período de quase dois anos à frente da RBTrans. A demissão foi oficializada através de uma edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE), marcando o fim de uma gestão que foi alvo de diversas controvérsias e denúncias graves.
Gestão marcada por investigações e denúncias
Vilas Boas assumiu o comando da RBTrans no dia 27 de fevereiro de 2024, substituindo Benício Dias. No entanto, sua trajetória no órgão foi profundamente afetada por alegações de assédio moral contra servidoras. Durante sua gestão, ele chegou a ser investigado por supostas práticas de perseguição e constrangimento no ambiente de trabalho.
As denúncias ganharam força quando vereadores da capital aprovaram um projeto para afastá-lo do cargo, embora a medida não tenha sido implementada pelo prefeito Tião Bocalom (PL). Em contato com o g1, Vilas Boas afirmou que ainda não havia sido formalmente comunicado sobre a decisão de exoneração.
Relatos detalhados de ex-servidoras
Em agosto do ano passado, as acusações se intensificaram com relatos públicos de Marília Rodrigues e Daniela Paiva, ex-funcionárias da RBTrans. Nas redes sociais, elas descreveram situações constrangedoras vivenciadas durante seu período no órgão, incluindo comentários íntimos inapropriados, tentativas de contato físico não consentido e ameaças de demissão.
Os vereadores Eber Machado (MDB) e André Kamai (PT) revelaram ter recebido uma carta anônima com depoimentos de pelo menos três mulheres, detalhando comportamentos que configuram assédio moral. Vilas Boas sempre negou veementemente as acusações, classificando-as como uma "tentativa de assassinato de reputação".
Nomeação de novo gestor e justificativa oficial
Na mesma edição do DOE que registrou a exoneração, a prefeitura de Rio Branco nomeou Marcos Roberto da Silva Coutinho para assumir o comando da RBTrans. A assessoria de comunicação da prefeitura esclareceu ao g1 que a decisão foi tomada com base em interesses de gestão, uma prática considerada comum na administração pública.
Este episódio destaca a importância de mecanismos de fiscalização e transparência em órgãos públicos, especialmente em casos que envolvem alegações de violação de direitos trabalhistas e ética profissional.



