Comunidade ribeirinha no AM completa sete dias sem energia elétrica e enfrenta prejuízos
Comunidade no AM fica sete dias sem energia e sofre com prejuízos

Comunidade isolada no Amazonas enfrenta uma semana sem fornecimento de energia elétrica

Os moradores da comunidade Uena, localizada na zona rural de Manacapuru, no interior do Amazonas, estão há sete dias consecutivos sem acesso à energia elétrica, enfrentando uma série de dificuldades no cotidiano. O problema iniciou na última quinta-feira, dia 9, e persistia até esta quarta-feira, 15, sem qualquer sinal de normalização do serviço essencial.

Acesso difícil e isolamento agravam a situação

A comunidade fica situada às margens do rio Manacapuru, a aproximadamente uma hora e meia de viagem de lancha rápida da sede municipal. Segundo relatos dos residentes, o acesso ao local tem sido severamente comprometido pelas fortes chuvas e ventos que assolam a região, fatores que provavelmente estão contribuindo para o atraso nos reparos da rede elétrica.

A energia que abastece Uena vem de outra localidade, partindo de Caapiranga, passando pela comunidade do Campinas e finalmente chegando até a área afetada. No entanto, até o momento, os moradores afirmam que nenhuma equipe técnica se deslocou até o local para identificar a causa do problema ou implementar uma solução.

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Prejuízos materiais e educacionais são significativos

A ausência de eletricidade tem gerado prejuízos consideráveis, especialmente com a perda de alimentos que estragam rapidamente e a interrupção de serviços básicos. "Alimento tem estragado bastante. A gente usa bomba d'água também, então fica parado, dá prejuízo", relatou a moradora Maria Salete, destacando o impacto direto na subsistência da comunidade.

Outra consequência grave é na área da educação. Alunos que dependem do ensino mediado por tecnologia estão impossibilitados de assistir às aulas devido à falta de energia e, consequentemente, de internet. A professora Gláucia Aquino explicou que, sem eletricidade, as atividades pedagógicas ficam totalmente comprometidas. "Enviamos material para os alunos, mas não é a mesma coisa. Sem energia não tem internet, não tem como ter aula", afirmou.

Durante o dia, alguns estudantes ainda tentam acompanhar os conteúdos aproveitando a luz natural, mas no período noturno as aulas se tornam inviáveis, prejudicando o aprendizado.

População vulnerável sofre com a falta de energia

Os moradores também destacam as dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com necessidades especiais, que dependem de equipamentos elétricos para cuidados de saúde e bem-estar. "Tem muita gente que precisa de energia em casa e está sofrendo com essa situação", afirmou o comunitário Raimundo Carlos, ressaltando o caráter urgente da resolução do problema.

Concessionária promete ação emergencial

Após a repercussão do caso, a concessionária Amazonas Energia informou que está organizando uma equipe técnica para se deslocar até a região. Segundo a empresa, o acesso difícil ao ramal elétrico tem sido um dos principais obstáculos, mas os técnicos devem percorrer o trecho entre as comunidades para identificar a falha e realizar um serviço emergencial.

A previsão é que, após a avaliação completa, a rede seja reestruturada para que o fornecimento de energia seja normalizado o mais rápido possível. Enquanto aguardam uma solução definitiva, os moradores da comunidade Uena seguem enfrentando as adversidades impostas pelo prolongado blecaute.

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