Pressão sobre chefe do INSS cresce no governo Lula por falta de resultados e fila de 3 milhões
Chefe do INSS sob pressão no governo Lula por falta de resultados

Insatisfação no governo Lula com chefe do INSS cresce por falta de resultados

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller Júnior, está sob forte pressão dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devido à ausência de avanços significativos na gestão do órgão. A situação se agravou com o colapso na fila do INSS, que atualmente conta com aproximadamente três milhões de pessoas aguardando por atendimento ou benefícios, um problema que contradiz diretamente as promessas eleitorais feitas por Lula durante a campanha de 2022.

Contexto e chegada ao cargo

Gilberto Waller Júnior assumiu a presidência do INSS em um momento turbulento, marcado pelo escândalo de descontos fraudulentos em benefícios de aposentados. Inicialmente, sua gestão foi vista com otimismo por alguns auxiliares do governo, que destacaram sua postura proativa em dar entrevistas e se comunicar com a mídia. No entanto, essa fase inicial de boa impressão rapidamente se dissipou, dando lugar a críticas sobre a efetividade de suas ações.

Críticas e agenda pessoal

Segundo avaliações de auxiliares próximos a Lula, Waller Júnior começou bem, mas ficou preso em um ciclo de falatório e viagens excessivas, muitas delas consideradas desnecessárias ou focadas em interesses pessoais. Essa imagem de um gestor que privilegia uma agenda pessoal em detrimento dos objetivos do governo começou a pesar significativamente, especialmente diante da falta de soluções concretas para os problemas crônicos do INSS.

Impacto eleitoral e fila do INSS

O colapso na fila do INSS, com três milhões de pessoas aguardando, tornou-se uma ferida aberta no discurso eleitoral de Lula, que venceu Jair Bolsonaro em 2022 com a promessa de zerar essa fila. Um auxiliar palaciano do petista alertou que "a fila do INSS será uma bomba eleitoral para Lula e nada parece mudar no órgão", destacando a gravidade da situação e a insatisfação crescente dentro do próprio governo.

Pressão política e futuro

A falta de resultados tangíveis, combinada com a percepção de uma gestão focada em viagens e comunicação superficial, colocou Gilberto Waller Júnior em uma posição vulnerável. A pressão sobre ele reflete preocupações mais amplas sobre a capacidade do governo em cumprir suas promessas sociais e administrativas, com o INSS servindo como um termômetro crítico para a eficácia das políticas públicas sob a atual administração.