Vereador questiona cancelas automáticas contra alagamentos que deixaram de funcionar em Petrópolis
Cancelas automáticas contra alagamentos não funcionam em Petrópolis

Vereador exige esclarecimentos sobre cancelas de alagamento que perderam função automática em Petrópolis

As cancelas instaladas para impedir a circulação de veículos em pontos críticos de alagamento nas ruas Coronel Veiga e Washington Luiz, em Petrópolis, estão no centro de uma polêmica na Câmara Municipal. O vereador Thiago Damaceno, do PSDB, enviou um requerimento formal à Prefeitura solicitando informações detalhadas sobre o funcionamento e a manutenção desses equipamentos de segurança.

Segundo o parlamentar, as barreiras físicas, projetadas para bloquear automaticamente o tráfego em áreas inundadas durante chuvas fortes, não estariam sendo utilizadas atualmente conforme o planejamento original. Essa situação levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de prevenção a desastres na cidade, especialmente no verão, quando os índices pluviométricos tendem a aumentar significativamente.

Secretário admite falhas no sistema durante audiência pública

Durante a audiência pública de prestação de contas do quadrimestre da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, realizada em 24 de fevereiro, o vereador questionou diretamente o secretário Guilherme Moraes sobre o funcionamento das estruturas. Na ocasião, o representante da pasta reconheceu que parte do equipamento deixou de ser utilizado da maneira inicialmente prevista.

Moraes explicou que, atualmente, o fechamento das vias passou a ser realizado com o apoio de viaturas e barreiras físicas móveis, em vez do acionamento automático das cancelas. Ele afirmou que os dispositivos continuam emitindo alertas luminosos e sonoros, mas o braço mecânico, que deveria descer para bloquear fisicamente a passagem, não é mais acionado.

"Na verdade, elas não descem mais o braço, fazem apenas sinal luminoso e sonoro", declarou o secretário.

Danos frequentes levaram à mudança no procedimento

De acordo com o secretário, a alteração no funcionamento ocorreu devido a danos constantes aos equipamentos. "A empresa entendeu que toda vez que descia o braço havia a quebra das cancelas, então mudaram para o sinal luminoso", esclareceu Moraes. Ele acrescentou que, nos pontos de maior risco, equipes posicionam viaturas para impedir a passagem de veículos e, em alguns locais, a CPTrans instala gradis como reforço adicional.

O representante da Defesa Civil lamentou a falta de conscientização da população, destacando que mesmo quando as cancelas funcionavam plenamente, havia casos de desrespeito. "Infelizmente a população não respeita. Já não respeitava o braço, quebrava. Hoje colocamos a viatura e o gradil para evitar que as pessoas passem", afirmou.

Vereador vê retrocesso na prevenção de desastres

No requerimento enviado à Prefeitura, o vereador Thiago Damaceno questiona especificamente:

  • Se há contrato de manutenção em vigor para os equipamentos;
  • Quando foi realizada a última manutenção;
  • Qual a fonte de custeio do serviço;
  • Há quanto tempo as cancelas deixaram de operar com o acionamento automático.

Para o parlamentar, a interrupção do uso da barreira física representa um claro retrocesso nas políticas de prevenção a desastres. "Em pleno verão, com previsão de altos índices de chuva, não podemos abrir mão de equipamentos fundamentais para a segurança da população", enfatizou Damaceno, alertando para os riscos que a situação pode acarretar.

Modernização do Cimop também é alvo de questionamentos

Em um requerimento distinto, o vereador também solicitou informações sobre o funcionamento do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (Cimop), que está passando por um processo de atualização tecnológica. Em nota oficial, a Prefeitura informou que o sistema está em fase de modernização, com a substituição de equipamentos por câmeras de tecnologia mais avançada.

Segundo o município, durante o período de transição, o acesso externo às imagens ficará temporariamente indisponível, mas o monitoramento interno continua funcionando normalmente. A administração municipal garantiu que as melhorias visam aumentar a eficiência do sistema de vigilância e resposta a emergências na cidade.