Banco de Alimentos de BH inicia recadastramento obrigatório de entidades atendidas
Banco de Alimentos de BH inicia recadastramento de entidades

O Banco de Alimentos de Belo Horizonte deu início nesta segunda-feira, 23 de março, ao processo de recadastramento obrigatório das entidades que são atendidas pelo programa municipal. As instituições têm até o dia 17 de abril para realizar a atualização cadastral, que é uma condição indispensável para continuar participando da iniciativa que combate o desperdício de alimentos e a fome na capital mineira.

Como funciona o recadastramento

O recadastramento deve ser feito exclusivamente pela plataforma digital da prefeitura, a BH Digital, utilizando a conta gov.br para acesso. Após o envio das informações solicitadas e da documentação necessária, as entidades passam por uma visita técnica de verificação e, em seguida, procedem com a formalização do termo de adesão ao programa.

É importante destacar que o recadastramento tem validade diferenciada conforme o tipo de organização: dois anos para instituições formalizadas e um ano para grupos informais que atuam no município.

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Quem pode participar do programa

Podem se inscrever no Banco de Alimentos de Belo Horizonte instituições privadas sem fins lucrativos e grupos informais que desenvolvam ações voltadas para a população em situação de risco social ou para os públicos prioritários da política de segurança alimentar. Entre os critérios exigidos estão:

  • Não ser atendido por outro programa de assistência alimentar da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional
  • Oferecer atendimento gratuito à comunidade
  • Produzir ou fornecer refeições e/ou lanches regularmente

Impacto do programa na comunidade

Atualmente, o Banco de Alimentos beneficia 39 organizações sociais em Belo Horizonte. Os números do programa são expressivos: apenas em 2025, a iniciativa contribuiu para complementar impressionantes 2.757.823 milhões de refeições, graças à doação de 363,5 toneladas de alimentos que seriam descartados, mas que ainda estavam em condições adequadas para consumo.

Em média, as instituições beneficiadas atendem aproximadamente 8,3 mil pessoas por semana, demonstrando o alcance significativo do programa na capital mineira.

Combate ao desperdício e à fome

O Banco de Alimentos integra a política municipal de segurança alimentar e nutricional de Belo Horizonte e atua de forma estratégica no combate ao desperdício de alimentos e à fome. O programa realiza a coleta de alimentos que seriam descartados por comerciantes, produtores e estabelecimentos, mas que ainda apresentam qualidade para consumo.

Após uma rigorosa triagem e avaliação por uma equipe técnica especializada, os itens selecionados como apropriados são destinados às instituições sociais cadastradas, que os utilizam na produção de refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Os alimentos que não estão em condições adequadas para consumo humano são encaminhados para processos de compostagem, sendo reaproveitados como adubo orgânico em áreas verdes da cidade, completando assim um ciclo sustentável de aproveitamento integral dos recursos alimentares.

Além da distribuição direta de alimentos, o programa também mantém articulação constante com parceiros e doadores para ampliar o alcance de suas ações e fortalecer a rede de apoio alimentar na capital mineira.

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