Paris Hilton revela traumas e fortuna de US$ 300 mi em novo documentário
Paris Hilton fala de abusos e império de US$ 300 milhões

A socialite e empresária Paris Hilton relembra os momentos mais marcantes de sua vida, desde os traumas da adolescência até a construção de um império avaliado em US$ 300 milhões, no documentário "Infinite Icon: Uma Memória Visual". O filme, que chega aos cinemas do Brasil no dia 29 de janeiro, promete mostrar a pessoa por trás das capas de revistas e flashes dos paparazzi.

De socialite a empresária: a construção de um império

Paris Hilton, que ficou famosa mundialmente nos anos 2000 por seu estilo de vida glamoroso, é hoje à frente de um conglomerado de negócios chamado 11:11 Media. A empresa reúne suas linhas de perfumes, produtos de skincare, roupas, acessórios e investimentos. Sua fortuna, construída de forma independente, hoje rivaliza com a de seus pais.

Em entrevista por videoconferência no mês passado, durante um intervalo das gravações de seu terceiro álbum, Hilton contou que sua primeira apresentação como DJ foi em São Paulo, no ano de 2012, quando fechou um show de Jennifer Lopez. Apesar da carreira musical, ela admite que o longo intervalo entre um disco e outro se deveu à falta de tempo, e não de inspiração. "Viajei mais de 250 dias por ano durante duas décadas. Eu administro todo o meu império de negócios. Simplesmente não tinha tempo", afirmou.

Os anos de tabloides e a cultura tóxica

O documentário dirigido por J.J. Duncan e Bruce Robertson revisita a infância e a adolescência de Paris, incluindo o período em que estudou em um colégio interno, onde diz ter sofrido abusos psicológicos e sexuais. Para escapar desse trauma, ela encontrou refúgio nas pistas de dança, mas logo foi engolida pela voraz cultura dos tabloides dos anos 2000.

"No começo era tudo divertido. Comecei a ser reconhecida na noite, e as pessoas publicavam fotos minhas nas revistas. O tratamento comigo e com minhas amigas não foi cruel logo no início, isso foi piorando com o tempo", relembra Hilton. Ela critica a normalização desse tratamento na época: "Deixamos de ser socialites retratadas em colunas sociais e viramos entretenimento. Mas ninguém nos avisou que isso ia acontecer. Foi doloroso e difícil".

Ela faz parte de um grupo icônico da época, que incluía Nicole Richie, Britney Spears e Lindsay Lohan. Sobre elas, Paris comenta: "Tenho muito orgulho das minhas meninas. Todas nós somos ícones e muito resilientes. Se você conseguiu sobreviver aos anos 2000, consegue sobreviver a qualquer coisa".

O legado e a persona por trás dos holofotes

Além dos negócios, o documentário mostra detalhes pessoais, como seu gosto por imóveis de alto padrão – sua casa em Los Angeles foi até locação para o filme "Bling Ring: A Gangue de Hollywood", de Sofia Coppola – e revela curiosidades históricas. Pouca gente sabe, por exemplo, que sua assistente nos anos 2000, responsável por contratos e looks, era ninguém menos que Kim Kardashian.

Paris Hilton acredita que as dificuldades que enfrentou a fortaleceram. "De certa forma, isso me preparou para Hollywood. Fiquei muito forte depois de passar por tanta coisa. Acho que esse foi um dos motivos que me permitiram sobreviver", reflete. Hoje, mãe de dois meninos, ela vê o documentário como uma oportunidade de finalmente controlar sua própria narrativa e mostrar ao mundo a mulher por trás do personagem público.