Uma briga generalizada envolvendo jogadores do Fortaleza e moradores de um condomínio no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, resultou em cenas graves de violência e deixou um homem ferido com uma mordida no nariz. O incidente ocorreu na madrugada do dia 1° de janeiro de 2026, após uma discussão relacionada ao volume alto de som em uma festa de Réveillon.
Detalhes da confusão e agressão grave
De acordo com relatos e imagens que circulam, a situação escalou rapidamente para uma troca de agressões físicas. Fernando Rocha, um dos vizinhos envolvidos, afirma ter sido atacado pelo atacante argentino do Fortaleza, José María Herrera. Em entrevista à TV Verdes Mares, Fernando contou que Herrera o agarrou pelo pescoço, o derrubou no chão e, em seguida, mordeu seu nariz com tanta força que arrancou um pedaço.
O laudo médico ao qual a emissora teve acesso confirma a gravidade: Fernando deu entrada no hospital com "lesão por mordedura humana". Ele precisou passar por uma cirurgia e recebeu sete pontos no rosto. Os médicos alertaram para riscos de infecção e deformidade permanente. Não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde.
A origem da briga: som alto e provocações
A confusão teve início na casa do lateral-direito Eros Mancuso, que recebia colegas de time e amigos para celebrar a virada do ano. Entre os convidados estavam os também argentinos José María Herrera e Tomás Pochettino.
Fernando Rocha, que estava visitando os pais no mesmo condomínio, disse que a família se incomodou com o barulho por volta das 3h30, mas optou por não reclamar naquele momento. Por volta das 5h da manhã, ele tentou pedir para baixarem o volume. Segundo sua versão, após um breve entendimento, as agressões começaram do lado de fora da casa.
Já a versão do jogador Eros Mancuso, o único que se pronunciou publicamente através das redes sociais, é diferente. Mancuso alega que o vizinho invadiu sua propriedade e fez ameaças, o que levou ele e os amigos a tentarem retirar o homem do local. O atleta também afirmou que houve xingamentos xenofóbicos contra os argentinos e provocações relacionadas ao rebaixamento do Fortaleza para a Série B em 2026.
Investigação em andamento e posicionamento do clube
A Polícia Civil do Estado do Ceará investiga o caso como lesão corporal dolosa. O inquérito está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Eusébio.
Procurado pelo g1, o Fortaleza Esporte Clube se limitou a informar que o atleta José María Herrera não comentaria o assunto e que "o clube segue acompanhando e prestando suporte aos atletas".
As imagens do confronto, registradas por câmeras de segurança, mostram a intensidade da briga, com cenas de socos, chutes, empurrões e até o uso de uma cadeira. O episódio mancha a imagem do clube cearense e levanta questões sobre o comportamento de seus atletas fora dos campos.