O ex-piloto brasileiro de Fórmula 1, Antonio Pizzonia, de 45 anos, foi detido no estado do Texas, nos Estados Unidos, no último fim de semana. A prisão ocorreu sob a acusação de lesão corporal, conforme informações das autoridades locais.
O incidente e a reação do piloto
Após a detenção, Pizzonia utilizou suas redes sociais para se manifestar. "Pessoal, estou bem. Estou em casa", começou o amazonense. Ele reconheceu o ocorrido: "De fato, houve um episódio do qual, hoje, eu teria reagido de forma diferente".
O ex-piloto explicou o motivo de sua ação. "Entendi, naquele momento, que meu filho, uma criança, estava sendo coagido por um outro adulto, e instintivamente o defendi", afirmou. Pizzonia também agradeceu as mensagens de apoio recebidas.
Detalhes do caso e contexto familiar
O site policial Montgomery County Police Reporter divulgou uma foto de Pizzonia logo após a detenção. As autoridades não forneceram informações sobre a outra pessoa envolvida no incidente.
Segundo o portal de celebridades TMZ, o episódio ocorreu após Pizzonia assistir a uma prova do filho, Antonio Pizzonia Neto, de 13 anos. Eles estavam no Speedsportz Racing Park, onde acontecia uma etapa da Superkarts USA Winter Series.
Trajetória do piloto manauara
Nascido em Manaus em 1980, Antonio Pizzonia construiu sua carreira no automobilismo a partir do kart. Mudou-se para São Paulo na juventude e foi tricampeão paulista da categoria.
Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu em 2003, defendendo a equipe Jaguar, ao lado do australiano Mark Webber. Naquela temporada, disputou 16 corridas, mas não somou pontos. Foi substituído pelo inglês Justin Wilson no final do ano.
Em 2004, foi contratado como piloto de testes da Williams. Nessa função, substituiu Ralf Schumacher, irmão de Michael, que havia fraturado duas vértebras no GP dos EUA. Pizzonia marcou seus primeiros pontos no esporte no GP da Alemanha, terminando em sétimo lugar, à frente dos brasileiros Rubens Barrichello e Felipe Massa.
Ele ainda pontuou nas corridas da Hungria e da Itália, encerrando 2004 com seis pontos. Em 2005, perdeu a vaga de titular para o alemão Nick Heidfeld e retornou ao papel de piloto de testes. Participou de mais cinco corridas, mas nunca mais retornou à grade principal da F1.
Após a Fórmula 1, competiu na Champ Car e na Fórmula Indy. Nos últimos anos, dedicou-se a outras modalidades, como o triatlo, tendo participado de várias edições do exigente IronMan.
Pizzonia também é pai de Antonio Pizzonia Neto, nascido em 2012, que segue os passos do pai no automobilismo. O ex-piloto costuma compartilhar momentos do filho em suas redes sociais.