Cruzeiro mira Flamengo e Palmeiras com SAF e contratações recordes em 2026
Cruzeiro se posiciona como rival de Flamengo e Palmeiras

O programa de análise esportiva Bola Quadrada, da revista VEJA, colocou em debate uma das maiores movimentações do mercado da bola no início de 2026. A discussão, conduzida pelos jornalistas Amauri Segalla e Fábio Altman, girou em torno da ambiciosa estratégia do Cruzeiro, que, sustentado por uma SAF com recursos, sinaliza querer rivalizar diretamente com Flamengo e Palmeiras na briga por títulos nacionais.

Estratégia de mercado e o objetivo claro

Segalla destacou que o clube mineiro mudou radicalmente sua postura no mercado. Após um período de dificuldades financeiras que forçou a venda de talentos, o Cruzeiro agora consegue reter e renovar com jogadores importantes. Nomes como Kaio Jorge e Matheus Pereira foram mantidos, assim como promessas da base. O objetivo, segundo a análise, é transparente: montar um elenco caro e competitivo para brigar no topo do futebol brasileiro.

Tite: a peça que falta para dar liga?

Uma das principais interrogações levantadas no programa diz respeito ao comando técnico. A chegada de Tite ao Cruzeiro é vista com expectativa, mas também com cautela. Segalla apontou que, apesar do passado vitorioso no Corinthians, a passagem do treinador pela Seleção Brasileira deixou dúvidas sobre sua capacidade de organizar um grupo repleto de estrelas. Altman ponderou que Tite é reconhecido como um bom organizador defensivo, mas que será necessário tempo para ver como ele fará o time funcionar como um todo. A derrota na estreia em casa foi citada como um primeiro sinal de que o processo pode ser mais complexo do que o planejado.

Gerson justifica o investimento milionário?

A contratação do meio-campista Gerson, considerada a mais cara da história do futebol brasileiro por 27 milhões de euros mais bônus, foi um dos pontos centrais do debate. Altman questionou se o jogador, que ele definiu como "bom, mas que não faz brilhar os olhos", justifica o valor astronômico. Para ele, Gerson organiza o meio-campo, mas não é um atleta que resolve partidas sozinho ou assume protagonismo decisivo em jogos importantes.

Segalla, por outro lado, defendeu a contratação, afirmando que, em sua posição, Gerson é o melhor em atividade no Brasil. Ele lembrou o bom desempenho do jogador no Flamengo e sua convocação constante para a seleção, mas admitiu a existência de um ponto de interrogação: o histórico irregular do atleta durante suas passagens pela Europa.

E o Atlético-MG: qual o futuro de Hulk?

O programa também abordou a situação do rival mineiro, o Atlético-MG, e o futuro do atacante Hulk. Segalla foi enfático ao classificar como "ingratidão" qualquer tentativa de afastamento do ídolo, lembrando que ele foi fundamental para elevar o patamar do clube nos últimos anos, com números consistentes de gols e assistências.

Altman reconheceu a importância histórica de Hulk, mas lembrou que 2025 foi um ano difícil para o Galo, com um elenco caro e episódios negativos marcando a temporada. Para ele, o clube vive um momento de reflexão sobre seu projeto esportivo, ponderando todos os fatores, incluindo o peso salarial e o momento da carreira do atacante.

Ao final da análise, ficou claro que tanto Cruzeiro quanto Atlético-MG entram em 2026 sob um misto de grande expectativa e dúvidas consideráveis. Para os analistas do Bola Quadrada, dinheiro e nomes de peso são apenas o começo. A resposta definitiva sobre o sucesso desses projetos ambiciosos dependerá, mais uma vez, de como todas essas peças de alto custo se encaixarão e performarão dentro das quatro linhas do campo.