Luísa Sonza lança 'Bossa Sempre Nova' com Menescal e Toquinho
Luísa Sonza lança álbum de bossa nova com lendas do gênero

A cantora Luísa Sonza, de 27 anos, apresentou ao público nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, seu mais novo projeto musical: o álbum ‘Bossa Sempre Nova’. A obra é uma homenagem ao gênero musical brasileiro que surgiu no final dos anos 1950, consagrado por ícones como João Gilberto, Tom Jobim, Nara Leão e Vinicius de Moraes.

Uma jornada natural rumo à tradição

Em entrevista exclusiva, Luísa revelou que o desejo de se aprofundar na bossa nova ganhou força após o sucesso inesperado de ‘Chico’, música lançada em 2023. A canção, uma bossa nova que chegou ao topo das paradas, abriu portas e chamou a atenção de ninguém menos que o maestro Roberto Menescal. "Quando vi uma música de bossa atingir o número 1, algo que não acontecia há muito tempo, muita gente entrou em contato, inclusive o Roberto, para fazermos algo", contou a artista.

Ela enfatiza o respeito pela tradição. "Ter esse aval é muito importante. Eu sou uma pessoa que respeita muito a música brasileira em si e quem veio antes de mim. A gente só sabe para onde vai se souber de onde veio". A admiração de fã se transformou em uma parte orgânica de sua carreira, culminando neste projeto.

O encontro das gerações no estúdio

O álbum foi construído de forma artesanal, com gravações ao vivo realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A chave para a entrada de Toquinho no projeto foi o produtor Douglas Moda. "Algumas músicas que escolhi eram do Toquinho com o Vinicius de Moraes. O Douglas sugeriu chamá-lo e eu nem achei que seria possível, mas ele aceitou imediatamente", relatou Sonza, ainda surpresa com a colaboração.

Ela descreve a experiência no estúdio como mágica. "Foi lindo ver o cuidado que eles, Menescal e Toquinho, tiveram para rearranjar músicas que tocam há anos, trazendo um ‘frescor’ para o som". A cantora buscou estudar a fundo o estilo para se sentir segura. "Todas as minhas escolhas vocais foram totalmente dentro do registro da bossa nova de João Gilberto, Nara Leão, dessa forma de cantar mais contida e leve".

Mais do que uma fase: a defesa da pluralidade

Questionada se este movimento rumo à bossa nova representa uma transição em sua carreira, conhecida por hits pop e de funk, Luísa foi taxativa. "Não acho que sou mais voltada apenas ao funk e ao pop", afirmou. Ela lembrou que já transitou por MPB, sertanejo e baladas em trabalhos anteriores.

"Se eu tirar essa pluralidade de mim, tiro quem eu sou, quem eu fui e aprendi. É uma bagunça que eu amo", brincou. Para ela, o álbum é uma forma de mostrar a amplitude do seu trabalho a um público que talvez a conheça apenas por um único lado. A principal inspiração para o projeto foi o clássico ‘Elis & Tom’, disco que ela ouviu incontáveis vezes.

Luísa também comentou sobre o recente caso de uma música da Taylor Swift regravada com sua voz por Inteligência Artificial, que viralizou. "É muita maluquice!", disse. "Mas a resposta está nesse álbum, que é totalmente artesanal e orgânico, o oposto da IA". Ela defende uma regulamentação urgente para direitos autorais na internet.

Para a artista, ‘Bossa Sempre Nova’ simboliza leveza e um momento de paz, tanto pessoal quanto profissional. "Fiquei um ano sem lançar música, sem a pressão da indústria. A bossa nova traduz essa calmaria". O projeto, que nasceu de forma natural e respeitosa, se apresenta como uma ponte entre a riqueza da tradição musical brasileira e as novas gerações.