Rosas de Ouro é rebaixada no Carnaval 2026 e recebe solidariedade de políticos e artistas
Rosas de Ouro rebaixada no Carnaval 2026 recebe apoio de políticos

Rosas de Ouro sofre rebaixamento no Carnaval 2026 e mobiliza apoio político

A escola de samba Rosas de Ouro, que havia conquistado o título do Grupo Especial no Carnaval de São Paulo em 2025, enfrentou um duro revés em 2026 ao ser rebaixada para o Grupo de Acesso 1. A apuração, realizada na tarde de terça-feira (17) no Sambódromo do Anhembi, colocou a agremiação da Brasilândia, na Zona Norte da capital paulista, na penúltima posição, com 268,4 pontos. O resultado gerou uma onda de solidariedade de artistas, amigos e figuras políticas, especialmente direcionada à rainha de bateria Ana Beatriz Godoi.

Primeira-dama e vereadora manifestam apoio público

A primeira a se pronunciar publicamente foi a primeira-dama de São Paulo, Regina Carnovale Nunes, esposa do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Em suas redes sociais, ela escreveu uma mensagem de incentivo, afirmando que "independente do resultado, sempre estarei aqui", em referência direta à Ana Beatriz Godoi. Logo em seguida, a vereadora Zoe Martinez (PL) também usou suas plataformas digitais para expressar solidariedade, postando que "ano que vem tem mais" e que torcerá pela volta da Rosas de Ouro ao Grupo Especial em 2027. A parlamentar elogiou a musa, dizendo: "Amiga, você honra a escola no corpo e na alma. 2027 vem aí. Azul e Rosa não desbota".

Desfile consistente, mas penalidades técnicas pesaram

A Rosas de Ouro entrou na avenida como quinta escola a desfilar, apresentando o enredo "Escrito nas Estrelas", que narrava desde a criação do universo até o momento em que as civilizações passaram a usar os astros como guia. Apesar de uma apresentação considerada consistente pelo público e críticos, a escola já iniciou a disputa em desvantagem técnica. Um atraso na entrega das pastas técnicas destinadas aos jurados resultou em uma penalidade de 0,5 ponto. Além disso, a comissão de frente, que deveria ter 12 componentes representando os signos do zodíaco, enfrentou um problema: o integrante que representaria Libra passou mal e não pôde desfilar. Libra é o signo da escola, fundada em 18 de outubro de 1971, e simboliza tradicionalmente justiça e equilíbrio.

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Notas baixas na bateria e acidente nos bastidores

O quesito que mais prejudicou a pontuação final foi a bateria, onde a Rosas de Ouro recebeu sua nota mais baixa: 9,6, além de dois 9,9 e um 10. Os jurados avaliam nesse quesito a sustentação do ritmo, a execução precisa e sincronizada dos instrumentos, a equalização dos volumes, a afinação dos timbres e a criatividade das bossas. Em contraste, o único quesito que recebeu notas máximas de todos os jurados foi o enredo, analisado por critérios como realização narrativa, desenvolvimento do roteiro e leitura plástica do tema na avenida. Nos bastidores, a escola ainda enfrentou um episódio grave: uma mulher que desfilava como semi-destaque teve parte do dedo esmagada por uma empilhadeira na área de concentração do Sambódromo, conforme relato de um funcionário da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP).

Contexto histórico e perspectivas futuras

O rebaixamento marca uma queda abrupta para a Rosas de Ouro, que no ano anterior havia celebrado o título do Grupo Especial. A escola, conhecida por suas cores azul e rosa, agora terá que enfrentar um ano no Grupo de Acesso 1, com o objetivo de retornar ao elite do carnaval paulistano em 2027. As manifestações de apoio, especialmente de figuras públicas como a primeira-dama e a vereadora, destacam o impacto emocional e cultural do resultado, reforçando os laços entre a comunidade do samba e a esfera política na cidade de São Paulo. A torcida e a solidariedade expressas nas redes sociais sugerem que a agremiação não estará sozinha em sua jornada de recuperação.

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