Paulo Barros chora ao desfilar na Viradouro após ficar sem escola no Carnaval
Paulo Barros chora na Viradouro sem escola no Carnaval

Paulo Barros se emociona ao desfilar na Viradouro após ficar sem escola no Carnaval

O renomado carnavalesco Paulo Barros viveu um momento de forte emoção na noite desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, durante o desfile da Unidos do Viradouro na Marquês de Sapucaí. Sem uma escola no Grupo Especial pela primeira vez em 16 anos, Barros reapareceu no Sambódromo como convidado especial, e as lágrimas tomaram conta de seu rosto ao subir no tripé "Jogada de Mestre".

Reaparição marcante em contexto diferente

A alegoria que ele ocupou remete ao icônico desfile de 2007, quando Paulo Barros criou o memorável tabuleiro de xadrez e, de forma inédita, colocou ritmistas sobre um carro alegórico. Desta vez, porém, o contexto era completamente distinto: a Viradouro homenageava Mestre Ciça no enredo "Pra Cima, Ciça!", enquanto Barros participava apenas como convidado, longe do papel de criador do espetáculo que o consagrou.

Esta reaparição ocorre após um período turbulento na carreira do carnavalesco, marcado por declarações polêmicas que geraram forte reação no meio carnavalesco. Entre os comentários mais discutidos, destacou-se a crítica à predominância de enredos com temática africana nas escolas cariocas em 2025, o que gerou debates acalorados.

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Ausência de contrato e tentativas de retorno

Vale ressaltar que Paulo Barros ficou sem contrato para este Carnaval, uma situação incomum para um profissional de seu calibre. Em maio do ano passado, ele movimentou as redes sociais ao publicar, em sequência, lembranças do título conquistado em 2017 na Portela. Muitos torcedores interpretaram esse gesto como uma tentativa de reaproximação com a nova diretoria da escola azul e branca.

Entretanto, o movimento não foi bem-sucedido, deixando o carnavalesco fora das agremiações do Grupo Especial nesta edição do Carnaval. A emoção transbordada durante o desfile da Viradouro reflete não apenas a paixão pelo samba, mas também a nostalgia de um criador afastado momentaneamente do centro das atenções.

Futuro incerto e possibilidades abertas

Agora, surge uma nova possibilidade no horizonte: a Portela está com vaga aberta para carnavalesco, depois que o profissional responsável pediu demissão menos de 24 horas após o desfile da escola, que aconteceu na primeira noite do Grupo Especial. Esta abertura pode representar uma chance de retorno para Paulo Barros, que já conquistou um título com a agremiação de Madureira.

O desfile na Viradouro, portanto, não foi apenas uma participação simbólica, mas um momento carregado de significado para o carnavalesco e para os fãs do Carnaval carioca. As lágrimas derramadas no alto do tripé simbolizam a conexão profunda entre o artista e a festa popular, mesmo em um ano de ausência nos bastidores principais.

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