Leques dominam Carnaval de Olinda: acessório vira símbolo de expressão e impulsiona vendas
Leques viram símbolo no Carnaval de Olinda e impulsionam vendas

Leques coloridos tomam conta das ladeiras de Olinda durante o Carnaval

Quem circulou pelas históricas ladeiras de Olinda nos últimos dias de folia carnavalesca percebeu uma presença marcante nas mãos dos foliões: os leques. Coloridos, estampados e em constante movimento, esses acessórios se transformaram em uma verdadeira forma de expressão, acompanhando músicas, reações e momentos de celebração nas ruas da cidade patrimônio.

Leque como linguagem carnavalesca

As amigas Sofia, Eduarda, Ellen e Heloísa, todas moradoras do Recife, não largaram os leques durante a festa. Para o grupo, o acessório já se incorporou profundamente à linguagem do Carnaval. "Bater leque é uma expressão completa", explicaram animadamente. "Está feliz? Bate o leque. Aconteceu algo interessante? Bate o leque. É nossa maneira de comunicar emoções durante a folia", complementaram.

Sucesso comercial nas vendas

O sucesso dos leques entre os foliões se refletiu diretamente no comércio local. O experiente comerciante Genival Cunha, que trabalha todos os anos no Carnaval de Olinda, contou que desta vez decidiu apostar exclusivamente na venda de leques. "Percebi que muita gente estava utilizando leques nas ruas, achei que seria um bom negócio e está superando todas as expectativas", revelou o vendedor.

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Segundo Genival, foram levados para as ladeiras, no início da festa, cinco pacotes contendo doze unidades cada, e quase a totalidade foi vendida rapidamente. Os preços variaram entre R$ 20 e R$ 25 por unidade, com uma demanda especialmente aquecida.

Significado que ultrapassa a estética

De acordo com o comerciante, os modelos mais procurados foram aqueles que apresentam bandeiras relacionadas à comunidade LGBTQIA+. É o caso dos amigos Matheus, Igor e Daniel, que encontraram nos leques um significado que vai muito além da simples estética carnavalesca.

"Para nós, o leque representa identidade, força e pertencimento", disseram os jovens. "Todo gay precisa ter seu leque no Carnaval. É uma ferramenta de empoderamento, é resistência visível, é nossa maneira de celebrar quem somos durante a maior festa popular do país", explicaram com entusiasmo.

O fenômeno dos leques em Olinda demonstra como objetos aparentemente simples podem adquirir significados profundos durante celebrações culturais, transformando-se em símbolos de expressão individual e coletiva, enquanto movimentam a economia local e reforçam identidades comunitárias.

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