Carnaval 2026: Mocidade Alegre campeã em SP e folia toma ruas do Brasil na Terça Gorda
Carnaval 2026: Mocidade Alegre campeã e folia no Brasil

Carnaval 2026: Terça-Feira Gorda leva multidões às ruas e define campeões

A terça-feira (17) de carnaval, conhecida como Terça Gorda, transformou as principais capitais brasileiras em um grande palco de celebração. Enquanto megablocos e trios elétricos arrastavam foliões ao longo do dia, as atenções também se voltaram para as apurações decisivas nos sambódromos. Em São Paulo, a Mocidade Alegre já comemorava o título de campeã do carnaval, enquanto no Rio de Janeiro, a Marquês de Sapucaí se preparava para a última noite de desfiles do Grupo Especial. A folia se espalhou por Belo Horizonte, Olinda e Salvador, com momentos emblemáticos que marcaram a data.

Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tucuruvi triunfam em São Paulo

A Mocidade Alegre foi consagrada campeã do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo nesta terça-feira, após a apuração no Sambódromo do Anhembi. Com 269,8 pontos, a escola conquistou seu 13º título, consolidando-se como a segunda mais vitoriosa da história do carnaval paulistano, atrás apenas da Vai-Vai. O enredo “Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra” exaltou a atriz Léa Garcia, destacando seu pioneirismo e o protagonismo negro, com referências a papéis históricos como na novela “Escrava Isaura”.

Em segundo lugar, com 269,7 pontos, ficou a Gaviões da Fiel, seguida pela Dragões da Real, com 269,6. Paralelamente, a Acadêmicos do Tucuruvi conquistou o título do Grupo de Acesso, garantindo seu retorno ao Grupo Especial em 2027. Com o enredo “Anti-Herói Brasil”, a escola da Zona Norte celebrou o jeitinho brasileiro de sobreviver e homenageou personagens anônimos que resistem às dificuldades cotidianas, somando 269,9 pontos e superando a vice-campeã Pérola Negra em uma disputa acirrada. A Nenê de Vila Matilde e a Camisa12 foram rebaixadas para o Grupo de Acesso 2.

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Folia toma conta das ruas em diversas capitais

Em São Paulo, os foliões começaram o dia no Ibirapuera, onde o tradicional bloco pernambucano Galo da Madrugada realizou uma versão paulistana com muito frevo e maracatu, reunindo multidões logo pela manhã. No Rio de Janeiro, Ludmilla comandou o Fervo da Lud no Centro da cidade, transformando a região em uma gigantesca pista de dança com o tema “Ritmos do Brasil”, uma homenagem à diversidade musical nacional. Na Sapucaí, as escolas Tuiuti, Vila Isabel, Grande Rio e Salgueiro encerraram os desfiles do Grupo Especial com homenagens a figuras como Heitor dos Prazeres, Rosa Magalhães e Chico Science, além de uma viagem temática a Cuba.

Belo Horizonte viveu uma terça-feira animada com blocos como Juventude Bronzeada, Truck do Desejo e Funk You. O Juventude Bronzeada, com o tema “As coisas boas são de graça”, celebrou valores coletivos e contou com a presença do Zé Gotinha, em um chamado à valorização do SUS. O Truck do Desejo deu visibilidade para mulheres lésbicas, bissexuais e trans, enquanto o Funk You, criado em 2016, se destacou como o primeiro bloco da capital com repertório 100% dedicado ao funk.

Tradição e inovação em Pernambuco e Salvador

Em Olinda, o dia amanheceu com o irreverente Bloco A Corda, que entrou em casas para acordar moradores ao som do frevo. No Alto da Sé, um encontro simbólico uniu Bruno Mars e Chico Science, representados em bonecos gigantes, em uma celebração que misturou pop internacional e manguebeat pernambucano. Em Salvador, nomes como Ivete Sangalo, Bell Marques, Léo Santana e Tony Salles se apresentaram nos circuitos Osmar e Dodô. Ivete estendeu seu desfile até a Avenida Carlos Gomes e teve um momento emocionante com Daniela Mercury, convidando-a para cantar juntas em seu trio, após polêmicas envolvendo a ordem dos desfiles.

O carnaval de Salvador em 2026 foi marcado por reclamações sobre atrasos e retenções nos circuitos, envolvendo artistas como Anitta e blocos tradicionais como Olodum e Filhos de Gandhy. Essas manifestações trouxeram à tona debates sobre o intervalo entre os trios, o engarrafamento nos circuitos e o impacto da aglomeração na fluidez dos desfiles, refletindo desafios na organização da folia baiana.

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