Confrontos agitam Madrid antes de decisão da Champions League entre Real Madrid e Benfica
A capital espanhola foi palco de cenas de tensão e violência na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, horas antes do crucial jogo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Benfica. Torcedores portugueses e a polícia espanhola se envolveram em confrontos diretos nas imediações do icônico estádio Santiago Bernabéu, transformando a atmosfera pré-jogo em um cenário de conflito.
Operação de segurança de alto risco não consegue conter ânimos exaltados
Antecipando possíveis incidentes, as autoridades espanholas haviam classificado o encontro como um evento de alto risco, mobilizando um aparato de segurança impressionante. A Comissão Estatal contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Desporto determinou medidas reforçadas, colocando aproximadamente 1.800 agentes para acompanhar os mais de 4.200 torcedores do Benfica que possuíam ingressos válidos para a partida.
No entanto, esse esforço monumental mostrou-se insuficiente para manter a paz. Durante a condução dos ultras do setor central da cidade até o acesso visitante do estádio, surgiram empurra-empurras que rapidamente escalaram para um confronto aberto. Imagens capturadas no local registraram o uso de:
- Gases lacrimogêneos
- Cassetetes
- Bombas de efeito moral
todos empregados pela polícia na tentativa de dispersar os grupos de torcedores portugueses. Relatos indicam ainda arremesso de objetos por parte dos torcedores e confusão generalizada em bares da região próxima ao estádio.
Contexto histórico: incidente racista na partida de ida em Lisboa
Para compreender plenamente a tensão que envolveu este confronto, é necessário recuar à partida de ida, disputada no Estádio da Luz em Lisboa no dia 17 de fevereiro. Embora o Real Madrid tenha vencido por 1 a 0 com um gol magistral de Vinícius Júnior, o resultado esportivo ficou completamente ofuscado por eventos extra-campo.
Após marcar, Vinícius deixou o campo e recusou-se categoricamente a retornar, acusando um jogador do Benfica de ter proferido insultos racistas contra ele. O árbitro, seguindo rigorosamente o protocolo antirracismo da Uefa, paralisou a partida por aproximadamente dez minutos enquanto a situação era avaliada.
A entidade máxima do futebol europeu analisou minuciosamente as imagens do atacante argentino Gianluca Prestianni antes de anunciar sua suspensão provisória, deixando assim o Benfica desfalcado para a decisão em Madrid. A tarde em Lisboa ainda reservou outras cenas lamentáveis de violência, com torcedores do Benfica arremessando garrafas d'água e outros objetos nos jogadores do Real Madrid durante os minutos finais do jogo.
Consequências imediatas e repercussões
Além do incidente com Vinícius, o técnico do Benfica, José Mourinho, foi expulso durante a partida de ida e consequentemente cumpre suspensão no jogo de volta em Madrid. Este contexto carregado de ressentimentos e tensões criou um ambiente propício para os confrontos que marcaram a tarde madrilenha antes do apito inicial.
Os eventos em Madrid destacam os desafios contínuos que o futebol de elite enfrenta em equilibrar paixão esportiva com segurança pública, especialmente em confrontos internacionais carregados de rivalidade e incidentes prévios. A partida em si, que decidiria qual equipe avançaria para as quartas de final da Champions League, ocorreu sob a sombra destes eventos violentos que mancharam a imagem do espetáculo esportivo.



