São Paulo admite nos bastidores que não deve renovar contrato de naming rights do Morumbis
Diretores e pessoas ligadas à cúpula do São Paulo admitem internamente que o clube não deve renovar o contrato de naming rights do estádio do Morumbis. A reportagem apurou que, nos últimos dias, reuniões reservadas e grupos internos tiveram discussões com diretores pessimistas quanto à extensão do acordo com a Mondelez, empresa responsável pela marca Lacta.
Negociações travadas sem sinal de retomada
As negociações, que estiveram paralisadas ao longo de 2025, seguem sem qualquer sinal de retomada concreta. O diretor de marketing do clube, Eduardo Toni, reuniu-se com representantes da empresa na última semana, mas o encontro terminou novamente sem grandes avanços.
Dois fatores principais contribuem para o impasse:
- A disparada no preço do cacau afetou significativamente a capacidade de investimento da holding ligada à Lacta.
- O avanço das casas de apostas no futebol reposicionou o mercado e reduziu o protagonismo de marcas atuantes no varejo nesse tipo de ativo.
Clube já trabalha com troca de nome para 2027
Com isso, o São Paulo já trabalha, de forma reservada, com a possibilidade de trocar o nome do estádio para o início do ano que vem - às vésperas do centenário do clube, que será comemorado em 2027.
Detalhes do acordo vigente
O contrato atual entre São Paulo e Mondelez foi assinado no final de 2023, com valores na casa dos R$ 75 milhões - aproximadamente R$ 25 milhões por temporada - e validade até dezembro deste ano. Apesar da intenção inicial de reabrir as conversas no começo de 2026, as tratativas não evoluíram.
O ambiente interno do clube já não apontava para otimismo, e a percepção atual é de que as partes seguem ainda distantes de um acordo próximo.
Interesse da BYD não avançou
Em paralelo, o São Paulo chegou a ser procurado por outras empresas. A BYD, como revelado anteriormente, realizou uma sondagem nas últimas semanas da gestão de Julio Casares. A ideia envolvia a adoção do nome 'MorumBYD'.
As conversas, que incluíram contato direto entre Casares e o vice-presidente da empresa no Brasil, Alexandre Baldy, não ganharam tração em meio à troca de gestão e não foram ainda retomadas. O São Paulo chegou a colocar valores na mesa, pedindo R$ 35 milhões anuais por um vínculo de, ao menos, cinco anos.



