Irã declara boicote à Copa do Mundo em resposta à ofensiva americana
Em uma decisão que abala o cenário esportivo internacional, o Irã anunciou oficialmente que não participará da próxima Copa do Mundo. A declaração foi feita pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Doyanmali, em protesto contra a ofensiva americana, conforme transmitido pela televisão estatal iraniana nesta quarta-feira (11).
Reação à posição da Fifa e encontro com Trump
A medida é uma resposta direta à posição divulgada pela Fifa na madrugada desta quarta-feira. Gianni Infantino, presidente da entidade máxima do futebol, revelou nas redes sociais que esteve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira (10). Segundo Infantino, Trump reiterou que a seleção iraniana é bem-vinda para disputar a Copa do Mundo.
No entanto, a reação iraniana foi imediata e contundente. Doyanmali afirmou que, sob nenhuma circunstância, o Irã pode participar de uma competição sediada por um governo que ele classificou como corrupto e responsável pelo assassinato do líder Ali Khamenei.
Contexto político e posição da federação iraniana
Esta não é a primeira vez que vozes iranianas expressam resistência. No último domingo (8), o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, já havia dito à imprensa local que não via sentido em enviar jogadores a um país que atualmente está em guerra com o Irã.
O protesto reflete as tensões geopolíticas em curso, com o Irã posicionando-se firmemente contra as ações dos Estados Unidos na região.
Impacto no torneio e regulamento da Fifa
A seleção iraniana está no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Seus três jogos estavam previstos para os Estados Unidos, com dois em Los Angeles e um em Seattle.
O regulamento da Copa do Mundo, publicado em 2025, prevê multa de R$ 1,6 milhão para seleções que desistirem até 30 dias antes do início da competição. Além disso, estabelece que, se qualquer país desistir ou for excluído, a Fifa decidirá sobre o assunto a seu exclusivo critério e tomará as medidas que julgar necessárias.
Possíveis consequências e vaga em disputa
Caso o Irã realmente fique fora da Copa, essa vaga poderia ser disputada dentro de campo, através da repescagem no fim de março. Atualmente, seis das 48 vagas ainda serão preenchidas, sendo quatro delas na Europa e duas na repescagem intercontinental.
A Fifa ainda não se manifestou oficialmente sobre o anúncio do boicote iraniano, deixando em aberto como lidará com esta situação delicada que mistura esporte e política internacional.



