O cenário artístico brasileiro está de luto. Morreu na madrugada desta sexta-feira, 9 de fevereiro, o artista visual cearense Zé Tarcísio, aos 84 anos de idade. A notícia da morte do consagrado pintor e escultor, conhecido internacionalmente por sua obra singular, repercutiu imediatamente no meio cultural.
Uma vida dedicada à arte
A paixão pelas artes visuais começou cedo para Zé Tarcísio. Ele deu seus primeiros passos nesse universo ainda jovem, aos 19 anos, em 1960. Desde então, não parou mais. Sua trajetória profissional o levou a viver e trabalhar em algumas das capitais culturais mais importantes do mundo, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Paris.
Essa experiência cosmopolita, somada ao seu talento nato, resultou em uma produção artística vasta e respeitada. Suas obras integram os acervos de museus de grande relevância no Brasil, como o Museu Nacional de Belas Artes (RJ), o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Museu Histórico Nacional (RJ).
O ateliê-museu e o amor pelo Ceará
Apesar de ter conquistado o mundo, Zé Tarcísio nunca esqueceu suas raízes. Ele manteve um ateliê no bairro Cidade 2000, em Fortaleza, que funcionava como um verdadeiro museu orgânico, aberto à comunidade. Em visita realizada no ano passado, o artista demonstrou seu profundo afeto pelo local e pela convivência com os amigos que sempre o cercavam.
Em 2023, Zé Tarcísio comemorou um marco impressionante: 65 anos de dedicação ininterrupta às artes visuais. Para celebrar essa trajetória, a Caixa Cultural Fortaleza inaugurou, em dezembro, uma exposição especial em sua homenagem. A mostra reúne 65 obras que exemplificam a diversidade de técnicas e linguagens que o artista cearense dominava com maestria.
O legado de um mestre
A morte de Zé Tarcísio deixa um vazio no coração da cultura cearense e brasileira. Ele foi muito mais do que um pintor ou escultor; foi um contador de histórias através de formas e cores, um embaixador da arte do Nordeste para o mundo. Sua obra permanece como um testemunho vivo de seu talento e sensibilidade.
O legado do artista visual cearense segue vivo nas paredes de importantes museus, na memória de quem o conheceu e na influência que certamente exercerá sobre as novas gerações de artistas. Zé Tarcísio parte, mas sua arte, definitivamente, ficará.