Xuxa pede justiça após morte de elefante-marinho Leôncio, encontrado partido ao meio em Alagoas
Xuxa pede justiça por elefante-marinho morto e partido em Alagoas

Xuxa pede justiça após morte de elefante-marinho achado partido ao meio em praia de Alagoas

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) realiza, nesta quinta-feira (9), uma audiência pública para discutir a morte do elefante-marinho conhecido como Leôncio, registrada no litoral do estado. O debate acontece após a sessão ordinária e deve reunir representantes de órgãos ambientais, especialistas e integrantes da sociedade civil.

Audiência proposta por deputado busca esclarecimentos

A audiência foi proposta pelo deputado Delegado Leonam (União Brasil), que preside a Comissão de Meio Ambiente e Proteção dos Animais da Casa. A intenção é discutir a atuação das instituições envolvidas no caso e os procedimentos adotados em situações que envolvem animais silvestres em áreas costeiras.

Durante o encontro, também devem ser debatidos os protocolos de monitoramento e resgate da fauna marinha, além da possível responsabilização em casos de falhas ou omissões. A comissão ainda pretende discutir medidas para ampliar políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade no litoral alagoano.

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Leôncio: de atração turística a vítima de brutalidade

Desde o início de março, quando apareceu na Barra de Santo Antônio, um elefante-marinho-do-sul jovem, com cerca de dois metros, tornou-se um visitante ilustre para quem visitava a orla alagoana. Percorrendo as praias do estado, o animal foi “batizado” após uma enquete realizada pelo Instituto Biota nas redes sociais.

Com o nome de Leôncio, a escolha desbancou outras opções divertidas, como “Elefôncio”, “Soneca” e “Tonho”. Por onde passou, acabou conquistando o coração dos alagoanos e dos turistas que estavam no estado.

É o caso de Angela Daneluce, natural de Birigui, no interior de São Paulo. “Foi um momento bem inusitado, porque nós moramos no interior de São Paulo, em Birigui, que fica longe da praia. Então, quando viemos para Maceió e ficamos sabendo desse elefante-marinho, para nós foi um atrativo bem bacana. Por isso, viemos aqui, neste local tão maravilhoso, ver o elefante-marinho”, explicou Angela.

Encontrado morto e partido ao meio com sinais de agressão

O Instituto Biota explicou que o elefante-marinho apresentava sinais claros de agressão. O animal morreu após sofrer diversos golpes de objeto cortante, segundo laudo do instituto. Leôncio teve o crânio atingido, o olho arrancado e apresentava ferimentos graves nas nadadeiras e nas costelas.

O elefante-marinho foi encontrado morto na terça-feira (31), na praia de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas. O corpo já estava em avançado estado de decomposição e, de acordo com os especialistas, não havia indícios de que o animal tenha sido vítima de redes de pesca ou outro acidente semelhante.

O laudo também identificou sinais evidentes de hemorragia, o que confirma que o animal ainda estava vivo no momento das agressões brutais. Ele foi encontrado encalhado no mesmo local onde havia sido visto pela última vez, aumentando a comoção pública e os apelos por justiça, incluindo o da apresentadora Xuxa.

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