Aranha-golias-comedora-de-pássaros é resgatada em residência de Registro, SP
Aranha-golias é encontrada em casa em Registro, SP

Aranha-golias-comedora-de-pássaros é resgatada em casa no interior de São Paulo

Uma família residente em Registro, no interior do estado de São Paulo, teve uma surpresa assustadora ao encontrar uma aranha-golias-comedora-de-pássaros na parede de sua casa. O incidente, que ocorreu recentemente, mobilizou o biólogo Jader Emanuel Alves Costa, especialista em animais silvestres, para realizar o resgate do espécime.

Resgate realizado por especialista evita pânico e preserva a vida do animal

Os moradores, ao se depararem com a aranha de grande porte, entraram em contato com Jader, que também atua como socorrista de fauna silvestre. "Ficaram com medo pelo tamanho dela. Ficaram extremamente assustados. Mas, como conheciam o meu trabalho, não entraram em pânico e preservaram a vida do animal", relatou o biólogo. Ele orientou a família a não tocar na aranha, mas a colocá-la em um recipiente até sua chegada.

As imagens registradas mostram o momento em que Jader realizou o resgate, no último dia 25 de janeiro, e soltou a tarântula em uma área de mata preservada. O biólogo enfatizou a importância de não manipular animais silvestres sem conhecimento prévio. "Em hipótese alguma, as pessoas devem tocar em qualquer tipo de animal silvestre, principalmente sem o devido conhecimento prévio", destacou ele.

Características da aranha-golias-comedora-de-pássaros

Segundo Jader, a Theraphosa blondi, conhecida como aranha-golias-comedora-de-pássaros, é uma das maiores tarântulas do mundo. Ela pode atingir até 175 gramas e ultrapassar 25 centímetros de envergadura. Com coloração preta e cerdas rosadas, a espécie tem hábitos noturnos e se alimenta de insetos, pequenos répteis, anfíbios e, ocasionalmente, pequenas aves.

O biólogo explicou que, apesar da aparência intimidante, a aranha não é considerada perigosa para humanos. "Geralmente não é perigosa, libera pelos urticantes como defesa. Ao se sentir ameaçada, dispara pelos urticantes do abdômen, que causam coceira e irritação na pele. Apesar de sua aparência assustadora, a picada não é considerada perigosa ou fatal para seres humanos", finalizou Jader. Este caso reforça a necessidade de ações responsáveis e especializadas no manejo de animais silvestres em ambientes urbanos.