Traficantes incendeiam ônibus no centro do Rio em retaliação à operação do Bope
Na manhã desta quarta-feira, 18 de março de 2026, traficantes atearam fogo a um ônibus na Avenida Paulo de Frontin, próxima ao acesso ao Túnel Rebouças, uma das vias mais movimentadas da cidade do Rio de Janeiro. A ação criminosa é uma clara retaliação às incursões da Polícia Militar em comunidades da região central, dominadas pelo Comando Vermelho.
Morte de chefe do tráfico desencadeia violência
O ataque ao veículo está diretamente ligado à morte do traficante Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, que era o chefe da facção no Morro dos Prazeres. Ele foi morto durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a tropa de elite da Polícia Militar. Além do Morro dos Prazeres, as favelas do Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos também foram alvos dos policiais.
Interdição e uso de ônibus como barricadas
O Centro de Operações Rio informou que, devido à ocorrência, a Avenida Paulo de Frontin chegou a ficar interditada na altura da Rua do Bispo. Criminosos utilizaram outros ônibus como barricadas na região, o que forçou o desvio de algumas linhas de transporte público. A situação causou transtornos significativos no trânsito local e gerou alerta entre os moradores e autoridades.
Este incidente destaca a violência urbana e os conflitos entre facções criminosas e forças de segurança no Rio de Janeiro. A retaliação com incêndio a veículos públicos é uma tática comum usada por traficantes para intimidar a população e desafiar a ação policial, refletindo os desafios contínuos na segurança da cidade.



