Projeto social de tênis gratuito na Lagoa é furtado: prejuízo de R$ 15 mil
Projeto social de tênis na Lagoa sofre furto de equipamentos

Um projeto social que oferece aulas gratuitas de tênis para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade na Lagoa, Zona Sul do Rio, foi alvo de criminosos nesta segunda-feira (5). A quadra onde as atividades ocorrem foi invadida durante a madrugada, e equipamentos essenciais foram levados.

Detalhes do furto

A caixa onde o material ficava guardado, ao lado da quadra, foi encontrada praticamente vazia. Os criminosos furtaram raquetes, bolas e até postes que sustentavam as redes. Ao todo, cerca de 30 raquetes e mais de 100 bolas foram levadas, representando um prejuízo estimado em R$ 15 mil. Com a falta de material, os alunos precisaram se revezar durante as aulas.

O professor Thiago Araújo, do Instituto Futuro Bom, percebeu o furto ao chegar para trabalhar na manhã seguinte. “Aí quando eu cheguei, eu vi que os cadeados não estavam lá, estranhei e abri a caixa. Quando abri, vi que ela estava vazia, sem metade das raquetes, sem as bolas para eu poder dar aula, sem os materiais. Fui procurando os cadeados e vi que estavam no chão: um totalmente quebrado, sem condição de reutilizar, e outro mais danificado, que também não dava para trancar de novo”, conta o professor.

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Segundo ele, há indícios de que os criminosos também tentaram levar o portão da quadra, que ficou danificado.

O projeto social

O Instituto Futuro Bom atua desde 2016 e oferece aulas gratuitas de tênis para crianças e adolescentes. Só na unidade da Lagoa, são atendidos cerca de 160 alunos, todos com acompanhamento escolar. Os professores são ex-alunos do próprio projeto.

Essa não foi a primeira vez que o projeto foi alvo de ações criminosas. Segundo a coordenadora Priscilla Terroso Leitão, episódios de vandalismo já causaram prejuízos anteriores. “Já fomos alvos de vandalismo diversas vezes, o que também causa muito prejuízo para a gente, inclusive financeiro”, afirma.

Medidas e investigação

Os responsáveis pelo projeto pediram à Prefeitura do Rio a instalação de uma câmera de monitoramento nas proximidades da quadra. A Polícia Militar informou que não foi acionada para o furto, mas que realiza patrulhamento na região para coibir roubos. Já a Polícia Civil disse que a Delegacia do Leblon está investigando o caso.

Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que a instalação de câmeras segue critérios técnicos, como gestão urbana, mobilidade e manchas criminais. Segundo o município, a região da Lagoa conta atualmente com 217 câmeras de monitoramento, sendo 190 distribuídas ao longo das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa.

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