Mototaxista venezuelano é assassinado a tiros em Boa Vista; outro jovem fica ferido
Mototaxista venezuelano assassinado em Boa Vista

Uma nova cena de violência chocou o bairro Buritis, na zona Oeste de Boa Vista, na noite de sexta-feira (16). Um mototaxista de 32 anos, identificado como Eduardo José Acosta Cabeza, foi morto a tiros dentro de uma vila de apartamentos. Um jovem de 26 anos, também venezuelano, que era visitado pela vítima, ficou ferido.

Detalhes do crime na Rua Raimundo Figueiras

O ataque ocorreu por volta das 23h12 na Rua Raimundo Figueiras. Curiosamente, este é o mesmo local onde, na noite anterior, um casal de namorados foi assassinado. De acordo com relatos do proprietário do conjunto residencial à Polícia Militar, ele ouviu uma série de disparos e, ao sair, encontrou as duas vítimas já caídas no chão.

O dono do imóvel afirmou ter visto duas pessoas fugindo em uma motocicleta, mas não conseguiu identificar detalhes como cor do veículo ou placa. Ele mesmo prestou os primeiros socorros e levou os feridos ao Hospital Geral de Roraima (HGR).

Vítimas eram migrantes venezuelanos

A Polícia Militar confirmou que tanto o mototaxista assassinado quanto o jovem de 26 anos baleado na perna esquerda são migrantes venezuelanos. Eduardo foi atingido por projéteis no tórax e na cabeça, não resistindo aos ferimentos. Seu companheiro, que reside na vila, sobreviveu.

No local do crime, os peritos da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) coletaram quatro estojos de munição calibre 9 mm. A área foi isolada para a realização dos trabalhos periciais, que buscam pistas para identificar e prender os responsáveis. Até o momento, ninguém foi preso.

Sequência de violência na mesma rua

O fato de o crime ter ocorrido na mesma via do duplo homicídio da noite anterior, que vitimou Jhon Ley Jesus Cumana, 24 anos, e Maria Angélica Marquez Aguilera, 18 anos, acende um alerta para a segurança no local. As investigações, registradas como homicídio simples, agora trabalham para determinar se há conexão entre os dois casos ou se são episódios isolados de violência urbana.

O caso segue sob a responsabilidade da DGH, que deve colher mais depoimentos e analisar imagens de câmeras de segurança da região. A comunidade aguarda respostas enquanto lamenta mais uma vida perdida para a violência na capital de Roraima.