Comerciantes denunciam furtos e depredação no Mercado Central de São Luís
Comerciantes do Mercado Central de São Luís estão em alerta após denunciarem uma série de furtos e atos de depredação no prédio histórico, que se encontra fechado há aproximadamente três meses. O local, que deveria passar por uma obra de reforma anunciada pela prefeitura, tornou-se alvo constante de criminosos que agem impunemente, retirando materiais de valor em plena luz do dia.
Crimes ocorrem sem qualquer isolamento ou fiscalização
De acordo com relatos dos feirantes, após o anúncio da reforma, eles foram transferidos para um mercado provisório, mas o prédio do Mercado Central não recebeu tapumes ou qualquer tipo de isolamento, como é comum em obras públicas. Não há placas informativas indicando o início dos trabalhos ou os responsáveis pela reforma, o que cria um vácuo de responsabilidade e facilita a ação dos criminosos.
Vídeos enviados à TV Mirante mostram pessoas retirando portões, grades, partes do telhado e estruturas metálicas, utilizando escadas para alcançar áreas mais altas da construção. Os comerciantes afirmam que tudo o que aparentava ter algum valor foi levado, incluindo componentes estruturais essenciais.
Atividades suspeitas e falta de identificação
Comerciantes que trabalham no entorno do mercado relatam que homens atuam diariamente no local, quebrando paredes e retirando materiais. No entanto, essas pessoas não usam equipamentos de proteção individual (EPIs) e não possuem qualquer identificação ou vínculo visível com a Prefeitura de São Luís.
Um caminhão que costuma estacionar ao lado do mercado também não teria identificação oficial, aumentando as suspeitas sobre a origem e a destinação dos materiais retirados. Os feirantes temem que o prédio esteja sendo completamente desmontado sem qualquer controle ou supervisão das autoridades competentes.
Consequências graves e uso inadequado do espaço
Além dos furtos, os comerciantes alertam que o local passou a ser usado como abrigo durante a noite, o que representa um risco adicional para a segurança e a integridade da estrutura. Embora alguns feirantes reconheçam que pequenas partes da estrutura foram retiradas pelos próprios comerciantes no início da desocupação, a maioria dos itens de valor foi furtada posteriormente, em ações coordenadas e repetidas.
A situação expõe falhas graves na gestão pública e na proteção do patrimônio histórico de São Luís. Os comerciantes exigem respostas das autoridades e medidas urgentes para garantir a segurança do prédio e a transparência no processo de reforma, que até o momento parece existir apenas no papel.



