Chacina em Maceió: 4 mortos, 2 identificados, polícia busca pistas
Chacina em Ipioca, Maceió, deixa quatro jovens mortos

Uma chacina brutal chocou o bairro de Ipioca, em Maceió, na noite da última quinta-feira (15), resultando na morte de quatro jovens. A polícia já conseguiu identificar duas das vítimas e trabalha com várias linhas de investigação para elucidar o crime que deixou um rastro de violência em uma casa residencial.

Vítimas identificadas e detalhes do local

Os dois jovens identificados pela Delegacia de Homicídios e Proteção às Pessoas (DHPP) são Daniel da Conceição Rangel, de 39 anos, natural da Bahia, e Rodrigo da Silva, de 26 anos, de Pernambuco. As outras duas vítimas ainda aguardam reconhecimento. O delegado Emanuel Rodrigues, titular da DHPP, revelou à TV Asa Branca Alagoas que a casa onde ocorreu o massacre havia sido alugada há apenas uma semana. O imóvel está situado em uma vila residencial do bairro de Ipioca.

Cena do crime e investigações em andamento

Ao chegar ao local, uma equipe da Polícia Militar (PM) encontrou a porta da casa arrombada. No interior, os policiais se depararam com uma cena de extrema violência: mais de 30 cápsulas de munição de diferentes calibres foram recolhidas, indicando a intensidade do ataque. Além da PM, equipes do Instituto Médico Legal (IML), do Instituto de Criminalística (IC) e da própria DHPP estiveram no local para realizar a perícia e a remoção dos corpos.

O delegado Emanuel Rodrigues afirmou que a polícia já trabalha com algumas linhas de investigação e que nenhuma hipótese está descartada. Ele fez um apelo à população: "Quem tiver mais informações, pode entrar em contato com a polícia de forma anônima, através do 181 [Disque Denúncia]", declarou. O número é uma ferramenta crucial para que testemunhas ou pessoas com dados relevantes possam colaborar sem se identificar.

Busca por respostas e impacto na comunidade

A descoberta de estojos de munição dentro da casa alugada reforça a gravidade do episódio e levanta questões sobre as motivações do crime. A polícia segue reunindo provas e traçando o percurso dos envolvidos. Enquanto isso, a comunidade do bairro de Ipioca fica sob o impacto da violência, aguardando respostas das autoridades. Casos como este destacam os desafios contínuos da segurança pública em áreas urbanas e a importância da cooperação entre sociedade e forças policiais para a resolução de crimes violentos.