Vítima relata paralisia durante consulta com ginecologista suspeito de estupro em Goiás
Vítima relata paralisia com médico suspeito de estupro em Goiás

Vítima descreve paralisia total durante consulta com médico suspeito de estupro

Uma das pacientes que denunciaram o ginecologista Marcelo Arantes Silva revelou, em entrevista à TV Anhanguera, que ficou completamente paralisada durante a consulta com o profissional. "A gente fica completamente imóvel, não tive coragem, acho que, por alguns minutos, eu morri ali na cadeira", declarou a mulher, que preferiu não se identificar.

Médico é investigado por 12 denúncias de estupro desde 2017

O médico atuava em clínicas de Goiânia e Senador Canedo e é suspeito de estuprar pacientes durante consultas e exames ginecológicos, conforme investigação da Polícia Civil de Goiás. Até esta sexta-feira (17), as autoridades registraram 12 denúncias contra o profissional, com relatos que remontam a 2017.

Segundo a delegada Amanda Menuci, responsável pelo caso, o médico utilizava uma estratégia gradual para ganhar a confiança das pacientes: "As primeiras consultas, normalmente, eram marcadas por toques físicos indesejados, perguntas inapropriadas, questões sexuais sobre parceiros, sobre vida íntima mesmo, e após ultrapassada essa questão inicial, iniciavam-se os atos libidinosos propriamente ditos".

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Vítima detalha procedimentos inadequados durante exame

A paciente entrevistada descreveu com precisão o momento em que o comportamento do médico se tornou inadequado: "Quando a gente está completamente sem roupa, ele vai e faz alguma coisa. Ele enfiou o dedo, falou com questão de lubrificação, coisas que não tinham nada a ver com o procedimento".

A investigação policial aponta que o ginecologista realizava exames desnecessários e sem luva, além de fazer perguntas de teor sexual durante os procedimentos. "Por exemplo: realização de exame de toque enquanto perguntava coisas de teor sexual, se a vítima estava gostando inclusive daquilo, se ali ela se sentia confortável, se estava tendo prazer naquele ato", detalhou a delegada Menuci.

Defesa do médico afirma confiança na inocência do cliente

Em nota oficial, a defesa de Marcelo Arantes Silva declarou ter plena confiança na inocência do médico, descrevendo-o como "bem conceituado em sua área de atuação, probo e ético". Os advogados ressaltaram que o profissional tem contribuído com a Justiça e já não está exercendo a medicina durante a apuração dos fatos.

"Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos", afirmou a defesa, composta pelos advogados Rodrigo Lustosa, Nara Fernandes e Frederico Machado. Para a TV Anhanguera, o advogado informou que os casos devem ser "rigorosamente apurados, com máximo respeito às vítimas" e destacou que a investigação está em fase inicial.

Conselho de Medicina suspende registro por ordem judicial

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou, através de nota, que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação está disponível no site oficial do conselho.

O Cremego também esclareceu que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O conselho solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição mencionada nas denúncias.

Médico responde em liberdade enquanto investigação continua

Marcelo Arantes Silva atualmente responde em liberdade às acusações, enquanto a Polícia Civil continua a investigação sobre as múltiplas denúncias de estupro durante procedimentos médicos. As autoridades estão coletando depoimentos e evidências para apresentar ao Ministério Público.

A vítima que concedeu entrevista descreveu ainda como o médico iniciava as consultas de forma aparentemente normal: "O médico inicia a consulta de forma muito gentil, até que ele começa a passar a mão na perna e na panturrilha", relatou, detalhando a progressão do comportamento inadequado.

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