Influenciadora relata três anos de violência doméstica por fisiculturista em Uberlândia
Violência doméstica: influenciadora relata agressões por fisiculturista

Influenciadora descreve quase três anos de terror em relacionamento com fisiculturista preso em Uberlândia

A ex-companheira do fisiculturista Anderson Leite de Miranda, preso no dia 2 de março por agredi-la em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou em detalhes os quase três anos de um relacionamento marcado por violência física, controle obsessivo e ameaças constantes. Segundo Bárbara Carrijo Lasmar Lobo Silva, as agressões começaram ainda no primeiro ano do namoro e se intensificaram progressivamente, criando um ciclo de terror que ela descreve como insuportável.

Relacionamento começou com flores e terminou com violência extrema

De acordo com o relato emocionado de Bárbara, o relacionamento iniciou-se após os dois se conhecerem pela internet, apresentando inicialmente uma fachada de carinho e atenção. "No começo era maravilhoso, me dava flores. Mas já tinha sinais de controle, como mexer no meu telefone. A gente acaba deixando passar por achar que é algo bobo", confessou a vítima, destacando como os primeiros sinais de abuso psicológico foram minimizados.

Primeira agressão marcou início de escalada violenta

A primeira agressão física ocorreu ainda durante o primeiro ano de namoro, quando Anderson desferiu um tapa que cortou a boca de Bárbara e deixou seu olho machucado. "Depois pediu perdão e eu perdoei. A partir daí só foi piorando", relatou ela, descrevendo como o perdão inicial abriu caminho para violências cada vez mais graves, incluindo episódios de estrangulamento até o desmaio.

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Violência se estendeu a locais públicos e envolveu filhos

Bárbara detalhou situações humilhantes de agressão em público, incluindo um episódio durante um campeonato de fisiculturismo onde o atleta arremessou pesos de musculação contra ela durante uma discussão. A violência também ocorreu na presença da filha da vítima, que em duas ocasiões acabou atingida durante as agressões. "Ele sempre fez questão de me agredir com minha filha presenciando. Quando eu tentava me separar, ele colocava uma faca no meu pescoço", revelou Bárbara.

Controle financeiro e emocional dificultaram rompimento

Além da violência física, o relacionamento era caracterizado por traições frequentes e controle absoluto sobre a vida da vítima. "Eu tinha que avisar tudo que fazia. Não podia conversar com nenhum homem", afirmou Bárbara, que também dependia financeiramente do companheiro, fator que dificultava ainda mais o rompimento do ciclo de violência. "Eu era obrigada a fingir que estava bem. Muitas vezes, depois de apanhar, eu ainda pedia desculpa".

Prisão em academia e liberdade provisória geram polêmica

O fisiculturista foi preso na tarde do dia 2 de março em uma academia no bairro Alto Umuarama, em Uberlândia, após Bárbara conseguir ligar para a Polícia Militar quando ele saiu de casa. A vítima relatou ter sido agredida com socos, tapas e chutes durante um fim de semana, com hematomas tão graves que a impediam de sair à rua. Durante a audiência de custódia, o juiz Dimas Borges de Paula considerou a prisão legal, mas concedeu liberdade provisória ao investigado, que deve cumprir medidas protetivas incluindo:

  • Afastamento do lar
  • Proibição de se aproximar da vítima a menos de 200 metros
  • Manutenção de endereço atualizado
  • Comparecimento a todos os atos processuais

Caso será acompanhado pela Vara de Violência Doméstica

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o caso será acompanhado pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, com possibilidade de nova prisão caso o acusado descumpra as medidas impostas. Após a prisão, Bárbara foi levada para a Unidade de Atendimento Integrado do bairro Roosevelt com dores generalizadas, enquanto a defesa de Anderson Leite de Miranda não se manifestou publicamente sobre as acusações.

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