Áudio de desculpas leva à prisão de lutador de jiu-jitsu por crimes sexuais em Manaus
Áudio de desculpas leva à prisão de lutador de jiu-jitsu

Um pedido de desculpas enviado por áudio à família de uma das vítimas foi crucial para a prisão do lutador e treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, ocorrida nesta terça-feira (28) em Manaus. O material, com 16 minutos e 42 segundos, forneceu à Polícia Civil evidências que comprovaram indícios de materialidade e autoria, fundamentando a prisão temporária do suspeito.

Conteúdo do áudio

No áudio, Melqui confessa ter tido comportamentos e pensamentos impróprios para a relação entre professor e aluna, referindo-se a uma vítima que morava em Jundiaí. Em um trecho, ele afirma: “Nenhuma coisa pode justificar o meu comportamento. Eu, como líder, não poderia ter tido esse comportamento com a sua filha. A menina não tem culpa nenhuma, mas alguns tratamentos que ela teve me levaram a crer que existia algo além de aluno e professor”.

O lutador também pede que a família não registre denúncia, oferecendo dinheiro e oportunidades de carreira no exterior. Ele sugere pagar despesas para o campeonato mundial e manter distância da vítima. Em outro momento, chega a propor simular um assalto ou até ser morto pela família como forma de reparação.

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Investigação e outras vítimas

A prisão ocorreu após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura abusos contra ao menos três vítimas. O caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição nos Estados Unidos. Outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados, sendo que uma delas tinha 12 anos na época dos fatos.

Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Melqui em Jundiaí (SP). O investigado, que também é policial civil, é conhecido no meio esportivo e é pai do multicampeão Mica Galvão. A Polícia Civil segue investigando para identificar novas vítimas.

Até a última atualização, a defesa de Melqui Galvão não foi localizada pelo g1.

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