Professora suspeita de amarrar criança de 2 anos com lençol em cadeira em Mococa
Professora suspeita de amarrar criança com lençol em Mococa

Uma professora da Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) Madre Carmen de Jesus Salles, em Mococa (SP), é suspeita de amarrar uma criança de 2 anos com um lençol em uma cadeira. O incidente teria ocorrido durante o horário do almoço, com a justificativa de manter o menino quieto enquanto se alimentava.

Reação da mãe e da prefeitura

A mãe da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, que foi informada do caso pela secretária de Educação do município. “Cheguei lá e fui informada que ele teria sido amarrado em uma cadeira no horário de almoço, que ele não queria parar quieto para almoçar e estava atrapalhando outras crianças. Foi um choque, perdi o chão”, declarou. A mulher também relatou mudanças no comportamento do filho, que passou a chorar todos os dias e se recusava a entrar na sala de aula.

A Prefeitura de Mococa informou, por meio de nota, que tomou conhecimento do caso e adotou todas as medidas cabíveis, afastando a professora de suas funções. A administração municipal reforçou que não compactua com condutas que comprometam a integridade física ou emocional das crianças e que a profissional será responsabilizada conforme os desdobramentos das investigações.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Defesa da professora

A defesa da professora afirmou que “tudo não passa de um mal entendido, fruto de uma interpretação equivocada. Não houve qualquer agressão, apenas cuidado com a criança que estava agitada no momento da refeição e apenas se pretendeu dar segurança e conforto a ela. Porém, esta atitude foi mal interpretada, mas tudo será bem esclarecido”.

Investigação policial

A Polícia Civil de Mococa investiga o caso como maus-tratos. O delegado Mauro Bacci informou que a mãe da criança e a secretária municipal de Educação serão ouvidas na próxima quarta-feira (29). A polícia também apura se outras crianças foram vítimas da mesma conduta. “Existe a notícia nos documentos instruídos pela Secretaria Municipal [de Educação] no sentido de que essa conduta já teria sido observada em outras oportunidades, o que é muito grave”, destacou o delegado.

Bacci acrescentou que é necessário apurar com cautela para determinar se o crime se enquadra apenas como maus-tratos ou se há elementos para uma acusação mais grave, como submeter a criança a vexame, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Denúncia e conduta da diretora

A secretária municipal de Educação, Fátima Regina Donato Maziero, explicou que o caso foi denunciado por uma coordenadora pedagógica, que estava assustada com o ocorrido. “Assim que tomamos ciência, já preparamos um documento porque a coordenadora relatou, fez todo o relato, ela fez essa documentação de tudo que aconteceu e nós, na hora, já encaminhamos para a promotoria, encaminhamos para o jurídico, que está apurando todo o possível para entender essa situação”, afirmou.

A conduta da diretora da escola, que é mãe da professora investigada, também está sendo apurada. “Quando foi para a sindicância, como a coordenadora trouxe alguns nomes, todos esses nomes foram encaminhados, inclusive o da diretora”, disse a secretária.

Pedido de justiça

A mãe da vítima espera que a justiça seja feita rapidamente. “Que [a justiça] seja tomada o mais rápido possível, né? Para isso nunca mais acontecer com nenhuma criança”, concluiu.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar